"PDDU de Salvador é criminoso", diz vereadora

Vereadora Marta Rodrigues (PT) aproveitou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2017, cujo tema é 'Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida', para atacar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador, o qual considera "criminoso e totalmente na contramão" do que prega a campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil; "Enquanto a CNBB apresenta este ano uma discussão totalmente voltada para o meio ambiente, aqui em Salvador temos um PDDU que, no afã de atender aos interesses escusos do setor imobiliário, destrói grande parte da nossa Mata Atlântica", diz Marta

Marta Rodrigues
Marta Rodrigues (Foto: Romulo Faro)

Bahia 247 - A vereadora Marta Rodrigues (PT) aproveitou o lançamento da Campanha da Fraternidade 2017, cujo tema é 'Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida', para atacar o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) de Salvador, o qual considera "criminoso e totalmente na contramão" do que prega a campanha da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

"Enquanto a CNBB apresenta este ano uma discussão totalmente voltada para o meio ambiente, aqui em Salvador temos um PDDU que, no afã de atender aos interesses escusos do setor imobiliário, destrói grande parte da nossa Mata Atlântica", diz a vereadora.

Segundo Marta Rodrigues, o PDDU prevê redução de macrozonas ambientais em aproximadamente 4,9 mil hectares, e diminui Áreas de Proteção de Recursos Naturais- APRN. Além disso, permite a verticalização indiscriminada na orla e ao redor de áreas ambientalmente sensíveis e, ainda, prevê a construção da Avenida Atlântica, que passa ao lado do Vale Encantado e corta o Parque Metropolitano de Pituaçu ao meio.

"Ou seja, a prefeitura vai na contramão da campanha. E com esse PDDU corrobora com a pratica recorrente de desmatamentos, como o ocorrido em São Marcos, na medida que não dá exemplo na proteção do meio ambiente e não fiscaliza a atuação dos desmatadores", disparou a petista.

Ainda conforme a vereadora, "a falta de responsabilidade do poder público municipal com o meio ambiente é tão evidente que o prefeito de Salvador, ACM Neto, escolheu a área de proteção permanente Joanes- Ipitanga, nas margens da Represa Ipitanga, último manancial de água potável da cidade que abastece quase metade da região metropolitana de Salvador, para a construção do Hospital Municipal".

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