Pela terceira vez em seis meses, operários paralisam Belo Monte

Trabalhadores querem aumento do valor da cesta bsica de R$ 95 para R$ 300 e menor intervalo entre os perodos de folga

Pela terceira vez em seis meses, operários paralisam Belo Monte
Pela terceira vez em seis meses, operários paralisam Belo Monte (Foto: Juca Varella/Folhapress)
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247, com Agência Brasil – Os operários da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, iniciaram por volta de 5h desta segunda-feira 23 uma paralisação das obras, que prometem prolongar por cinco dias. Por melhores condições de trabalho, os operários bloquearam acesso nos cinco canteiros da obra, instalados às margens do Rio Xingu. Eles pedem aumento no valor da cesta básica – hoje de R$ 95 – e menor intervalo entre periódos de folga.

A decisão foi tomada em assembleia, na semana passada, pelos funcionários da obra, a maior do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Esta é a terceira paralisação dos canteiros de obras da usina em menos de seis meses.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Pesada do Estado do Pará (Sintrapav), Giovani Resende Silva, disse à Agência Brasil que mantinha a esperança, “ainda que bastante remota”, de o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM) apresentar uma nova proposta aos operários. Mas isso não aconteceu e até agora o Consórcio não se manifestou.

Atualmente, para cada período de seis meses de trabalho, os funcionários de Belo Monte ganham nove dias de licença. O consórcio acenou apenas com a possibilidade de ampliar o período da folga para 19 dias, com a antecipação de dez dias das férias. Segundo o sindicato, uma proposta que não pode ser aceita porque as férias “já são direito assegurado por lei”.

Os trabalhadores querem aumento do vale alimentação de R$ 95 para R$ 300 por mês, mas a empresa propõe apenas um reajuste de R$ 15, aumentado o benefício para R$110.

No fim de fevereiro, os operários decidiram apoiar a paralisação dos trabalhadores das usinas que estão sendo erguidas no Rio Madeira, em Rodônia (Jirau e Santo Antônio). Antes, em novembro, a greve foi motivada por protestos contra as condições de trabalho e dos alojamentos. Os operários chegaram a bloquear um trecho da Rodovia Transamazônica.

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