Perillo recebe policiais e greve pode acabar na 2ª
Categoria, que desocupou o Plenário da Assembleia Legislativa, se reúne no início da próxima semana para deliberar sobre a continuidade ou não do movimento; no encontro com o governador, que ocorreu no 10º andar do Palácio Pedro Ludovico, ficou definido que o secretário Joaquim Mesquita (Segurança) dará prosseguimento às conversações com o presidente da Ugopoci, Ademar Luiz de Oliveira; se não houver acordo, Legislativo pode voltar a ser ocupado, disse o sindicalista
Do site A Redação - O governador Marconi Perillo (PSDB) recebeu, no início da tarde desta sexta-feira (29), representantes dos policiais civis para um acordo visando o fim da greve, que já dura mais de 70 dias. Houve um início de acordo, mas a decisão final deve acontecer em uma nova reunião marcada para a manhã de segunda-feira (2/12).
A greve, portanto, ainda não acabou. Segundo o presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci), Ademar Luiz de Oliveira, este encontro com o governador, no décimo andar do Palácio Pedro Ludovico Teixeira, foi o primeiro passo para uma negociação concreta.
"O governador estava irredutível em receber a categoria, e nós estávamos irredutíveis em abandonar o plenário. Nesse caso, considero que houve avanço dos dois lados", disse Ademar Luiz ao se referir que o encontro só ocorreu depois que a categoria deixou as instalações da Assembleia Legislativa.
Também participaram da conversa o deputado João Campos (PSDB), o secretário-chefe da Casa Civil Vilmar Rocha, o delegado-geral da Polícia Civil, João Carlos Gorski, e o secretário de Estado de Segurança Pública, Joaquim Mesquita, que foi nomeado por Marconi Perillo para dar sequência às negociações.
Questionado se o governador fez uma contra-proposta para colocar fim à greve, Ademar Luiz disse que nada foi apresentado, mas Marconi sugeriu que as partes definissem juntas o melhor a ser feito. "Não foi uma negociação, foi uma espécie de conversação que abriu a possibilidade de um avanço", comentou o presidente do Ugopoci. Caso não haja acordo, uma nova invasão à Assembleia Legislativa não está descartada.
Joaquim Mesquita será o responsável por receber representantes da categoria na segunda-feira (2/12). O secretário disse que a decisão sobre o corte do ponto dos grevistas não deve ser revista. Ademar Luiz, por sua vez, afirmou que vai recorrer juridicamente. Está previsto para acontecer ainda, na segunda-feira, uma assembleia da categoria, que poderá ser decisiva para colocar fim ao impasse. (Adriana Marinelli e Mônica Parreira)