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Pernambuco: Roça Digital. Bahia: apagão tecnológico

Enquanto o interior baiano não oferece estrutura mínima em tecnologia, o governo de Pernambuco implantou com sucesso o programa Roça Digital, que oferece internet em banda larga, inclusive na zona rural; detalhe é que o programa está do lado pernambucano do Rio São Francisco, a poucos minutos de Juazeiro, cidade baiana; matéria do Correio mostra que 'apagão tecnológico' espanta investidores que se interessam pela Bahia

Pernambuco: Roça Digital. Bahia: apagão tecnológico

Bahia 247

Apesar de o governo do estado tentar mostrar o contrário e comemorar um ou outro 'avanço', a Bahia segue em escalada de declínio econômico em comparação com outros estados, sobretudo com o vizinho Pernambuco.

Enquanto o interior baiano não oferece estrutura mínima em tecnologia, o governo pernambucano implantou com sucesso o programa Roça Digital, que oferece internet em banda larga a diversos municípios, inclusive na zona rural. Detalhe é que o programa está implantado do lado pernambucano do Rio São Francisco, a poucos minutos de Juazeiro, cidade baiana.

Matéria dos repórteres Luciana Rebouças e Wladimir Pinheiro no Correio mostra as dificuldades que a 'potência econômica' nordestina tem em atrair investimentos. Sobretudo, falta de infraestrutura espanta os investidores. Abaixo matéria na íntegra.

Apagão tecnológico é entrave para o desenvolvimento do agronegócio baiano

O apagão tecnológico no interior da Bahia, que é a falta de uma rede moderna de telecomunicações capaz de atender demandas dos municípios distantes da capital e da Região Metropolitana, foi apontado no seminário Agenda Bahia como um entrave para o desenvolvimento do setor.

O diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb) Paulo José Cintra, que moderou o debate, afirmou que as obrigações fiscais exigidas dos produtores do interior acabam sendo prejudicadas em razão da falta de modernização do sistema de telefonia e até mesmo da inexistência de internet banda larga.

"Temos obrigações vindas de vários setores que devem ser cumpridas, mas precisamos de tecnologia. A apenas 100 quilômetros de Salvador, em Alagoinhas, temos problemas para emitir notas fiscais eletrônicas, algo exigido pelo governo, e que não há negociação sem ela", disse.

O problema também foi apontado pelo presidente do Instituto da Fruta, Ivan Pinto, como responsável pelo atraso na negociação na região do Vale do São Francisco, rica na produção de frutas e vinhos.

Roça digital

Ele apontou como exemplo o programa Roça Digital, que instalou internet banda larga no lado pernambucano do Rio São Francisco, a poucos minutos de distância de Juazeiro, norte baiano.

Pinto ainda aproveitou a presença do secretário de Ciência e Tecnologia do governo da Bahia, Paulo Câmera, e solicitou a ele um acordo: "Em vez de puxar 600 quilômetros de fibra para lá, é só puxar 600 metros a fiação do outro lado do rio", comparou Pinto sobre a diferença dos cabos de fibra óptica virem de Salvador (600 km percorridos) ou de Petrolina (600 metros).

O secretário alegou que o assunto já vem sendo discutido com o governador da Bahia, Jaques Wagner. Porém, Câmera também explicou que o governo do estado já está negociando com o Banco do Brasil um financiamento de R$ 119 milhões para a primeira etapa do mapa da rede óptica, que contemplará as cidades de Salvador, Feira de Santana, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Vitória da Conquista, Porto Seguro e os arredores dessas cidades.

O diretor executivo da Associação Brasileira de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba) Alex Rasia disse que o mesmo problema ocorre no Oeste baiano. "Se há deficiências na capital, imagine no interior", disse. Segundo ele, um caminhão parado por um dia custa R$ 1.500 ao produtor.

O presidente da Associação dos Produtores de Café da Bahia (Assocafé), João Lopes Araújo, questionou como ser eficiente e produtivo nesse cenário de apagão tecnológico.

"Como podemos estar atualizados se sabemos a previsão do tempo pela televisão? Se não podemos acompanhar o preço do café nas Bolsas de Valores, nem o preço de outros insumos? Têm pequenos agricultores que ainda ligam para as associações para terem acesso a essas informações", critica Araújo.