Pernambuco tem “sede” de mundo

Depois de ter vivido na Inglaterra nos anos 90, posso ver como mudou o sentimento dos europeus em relação aos brasileiros.

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Depois de ter vivido na Inglaterra nos anos 90, posso ver como mudou o sentimento dos europeus em relação aos brasileiros. Na condição de Secretário do Governo, tive a oportunidade de cumprir missões internacionais por países estratégicos do Velho Continente, quais sejam: Inglaterra, Itália, Noruega, entre tantos outros. Hoje, olhamos de igual para igual, podemos encará-los de frente e ter a convicção de que somos uma potência respeitada nas áreas política e econômica. Afinal, somos lideranças do BRICs.

Durante esta semana, representando Pernambuco no Joint Economic and Trade Committee (JETCO), pude mais uma vez concluir que a crise européia fez “triplicar” o interesse dos investidores estrangeiros pelo Brasil. Pernambuco, em especial, cresce próximo dos índices asiáticos e surge como opção preferencial de diversos empreendedores. Ao lado do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, apresentei as nossas potencialidades no JETCO e em UR-The City. Tratei especialmente do nosso programa de investimentos em PPPs. A Inglaterra vivenciou (a) há anos projetos nesse formato.

É tocante o assédio dos europeus. Eles apostam no nosso desenvolvimento como mola propulsora para o soerguimento de seus mercados e de suas potências econômicas. E com isso vem o respeito. Não existe mais a história de sermos tratados como país de terceiro mundo. Entramos e saímos com a cabeça erguida.

A prova da nossa força está nas parcerias em grande escala. Não estamos fechando convênios que visam apenas a instalação de novas indústrias. Estamos impondo o modelo de desenvolvimento que almejamos. Queremos, sim, a implantação de fábricas de todos os polos, mas queremos a consolidação de todo um processo de melhoria da condição de vida dos nossos trabalhadores e a abertura de espaço para a qualificação dos pernambucanos. Depende de nós e de Pernambuco estar fazendo primeiro o seu dever de casa.

Os entes privados esperam atingir um novo grau de investimentos em Pernambuco através das PPPs. O êxito com o Complexo Viário da Ponte do Paiva nos consolidou como destino seguro para uma área que ainda é tão pouco explorada no Brasil.

Com a autoridade de presidente do Comitê Gestor de PPPs, asseguro que há espaço para mais projetos ousados. E assim tem sido: o Centro de Ressocialização de Itaquitinga servirá como vitrine nacional, a Arena da Copa do Mundo de 2014 está sendo construída a todo o vapor e trabalhamos com a perspectiva de que o Litoral Norte torne-se abrigo para um complexo industrial aeroportuário.

Seguimos nas relações internacionais e iniciando negociações como as que foram iniciadas na última visita do governador Eduardo Campos à Itália: novas oportunidades de intercâmbio para estudantes, atração de grandes empresas (Pirelli, Grupo Fincantieri) e a possibilidade de vinda de um parque eólico para o Sertão. Pernambuco agora olha para cima, Pernambuco tem “sede” de mundo.

 

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