PF: 20 empresas movimentaram R$ 300 mi

A Polícia Federal (PF) informou, durante coletiva nesta quinta-feira (15), em Maceió, que o esquema de lavagem de dinheiro utilizou 20 empresas para movimentar cerca de R$ 300 milhões nos últimos cinco anos em Alagoas e na Bahia. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.

A Polícia Federal (PF) informou, durante coletiva nesta quinta-feira (15), em Maceió, que o esquema de lavagem de dinheiro utilizou 20 empresas para movimentar cerca de R$ 300 milhões nos últimos cinco anos em Alagoas e na Bahia. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados.
A Polícia Federal (PF) informou, durante coletiva nesta quinta-feira (15), em Maceió, que o esquema de lavagem de dinheiro utilizou 20 empresas para movimentar cerca de R$ 300 milhões nos últimos cinco anos em Alagoas e na Bahia. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados. (Foto: Voney Malta)
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Alagoas247 - Embora os delegados não tenham divulgado os nomes dos suspeitos, há informações extra-oficiais que os empresários Walmer Almeida e Vitória Zoolo integram o grupo, que contava com, pelo menos, mais duas pessoas. Walmer e Vitória são irmãos..

 Foram cumpridos 4 mandados de prisão temporária, 24 de busca e apreensão e 8 mandados de condução coercitiva em Maceió, Arapiraca, Anadia e Branquinha, em Alagoas, além de Feira de Santana, na Bahia. Os mandados foram expedidos pela 17ª Vara Criminal e as prisões temporárias têm prazo de cinco dias, podendo ser prorrogadas por mais cinco dias. De acordo com a PF, quatro pessoas foram presas acusadas de participar do esquema.

Além das denúncias de formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e posse ilegal de arma, a polícia vai investigar se o grupo sonegou impostos, tendo em vista que as declarações prestadas pelo grupo à Receita Federal eram bem inferiores ao valor real do imposto cobrado em meio ao patrimônio. 

Conforme a PF, as fraudes aconteciam com a colaboração de "laranjas", que assumiam o comando das empresas e passavam a burlar a contabilidade. A investigação teve início no final do ano passado, depois que a polícia suspeitou do número de empresas abertas em um curto espaço de tempo. A proximidade delas também chamou a atenção da Polícia Federal.

Segundo o delegado de Combate a Crimes Fazendários, Adriano Moreira, foram apreendidos, nas residências dos acusados, documentos, computadores, cofres e armas. Durante o flagrante, não houve reação dos envolvidos, encaminhados à sede da Polícia Federal, no bairro de Jaraguá, onde prestaram depoimento. "É impressionante a movimentação dos valores, mas não sabemos, ao certo, o verdadeiro intuito da quadrilha com a criação das empresas e a aquisição dos imóveis e veículos e aeronaves de luxo. Também não podemos divulgar os nomes dos envolvidos, alguns contadores e outros de alto escalão", explicou Adriano.

Para o delegado da Receita, Edmundo Tojal, a análise do material apreendido contará com o apoio do órgão, que vai instaurar procedimento fiscal. "Agora, é que, realmente, começaremos a investigar se houve ou não sonegação fiscal", informou Tojal.

Ação

A operação teve início por volta das 5h30 e, como alvo, na capital, concessionárias de veículos situadas na Avenida Menino Marcelo; uma loja no Hiper Bompreço, no bairro da Gruta; e um condomínio de luxo na parte alta de Maceió. 

De acordo com o delegado federal Gustavo Gatto, 70 homens da PF de Alagoas e de Pernambuco e outros 25 da Receita envolveram-se na operação, que também aconteceu nos municípios de Arapiraca, Anadia e Branquinha, em Alagoas, e em Feira de Santana, no estado da Bahia.

Com gazetaweb.com

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