PF deflagra operação no TO contra corrupção no Mapa
A Polícia Federal (PF) deflagrou uma operação em cincos cidades do Tocantins, em três estados - Pará, São Paulo, Pernambuco - e em Brasília; as investigações apontaram que, em troca de propina, servidores do ministério da Agricultura (Mapa) anulavam multas aplicadas às empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção ou operavam para atrasar o andamento dos processos; todas as empresas que são alvo de mandados cumpridos ficam no Tocantins; a operação não tem relação com a Carne Fraca, que desmontou um esquema de pagamento de propina a funcionários do Mapa com o objetivo de liberar carne para venda sem passar pela devida fiscalização
Tocantins 247 - A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (16), uma operação em cincos cidades do Tocantins - Palmas, Gurupi , Paraíso, Araguaína e Augustinópolis, para desarticular um esquema de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e empresas do setor agropecuário fiscalizadas pela pasta. Segundo a corporação, cerca de 120 policiais federais também atuam para cumprir 62 mandados judiciais em outros três estados - Pará, São Paulo, Pernambuco - e em Brasília, mas, de acordo com apuração da Globo, todas as empresas que são alvo de mandados cumpridos nesta terça estão localizadas no Tocantins. As investigações apontaram que, em troca de propina, servidores do ministério anulavam multas aplicadas às empresas beneficiadas pelo esquema de corrupção ou operavam para atrasar o andamento dos processos. O esquema teria movimentado cerca de R$ 3 milhões entre 2010 e 2016.
A operação não tem relação com a Carne Fraca, que desmontou, em março, um esquema de pagamento de propina a funcionários do Mapa com o objetivo de liberar carne para venda sem passar pela devida fiscalização.
Segundo a assessoria da PF, a investigação da Operação Lucas teve início, após a denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas pelo Ministério da Agricultura teriam sido favorecidas em processos administrativos, "por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas".
A corporação informou que os agentes cumprem 10 mandados de prisão temporária, 16 de condução coercitiva e 36 de busca e apreensão.
O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse ao G1 que está aguardando o secretário-executivo da pasta repassar informações sobre a operação para tomar providências.
