PF prende doleiro acusado de desvios no Igeprev

Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira, 17, o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado como um dos operadores do esquema de investimentos em fundos sem lucratividade no Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) entre 2001 e 2014; o prejuízo pode passar de um R$ 1,7 bilhão; Fayed Traboulsi é acusado de tentar atrapalhar a Operação Miquéias, da Polícia Federal, que investigou quadrilha especializada em fraudar investimentos de fundos previdenciários, que seria chefiada pelo doleiro Fayed Traboulsi

Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira, 17, o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado como um dos operadores do esquema de investimentos em fundos sem lucratividade no Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) entre 2001 e 2014; o prejuízo pode passar de um R$ 1,7 bilhão; Fayed Traboulsi é acusado de tentar atrapalhar a Operação Miquéias, da Polícia Federal, que investigou quadrilha especializada em fraudar investimentos de fundos previdenciários, que seria chefiada pelo doleiro Fayed Traboulsi
Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira, 17, o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado como um dos operadores do esquema de investimentos em fundos sem lucratividade no Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) entre 2001 e 2014; o prejuízo pode passar de um R$ 1,7 bilhão; Fayed Traboulsi é acusado de tentar atrapalhar a Operação Miquéias, da Polícia Federal, que investigou quadrilha especializada em fraudar investimentos de fundos previdenciários, que seria chefiada pelo doleiro Fayed Traboulsi (Foto: Aquiles Lins)

Tocantins 247 - A Polícia Federal prendeu nessa quinta-feira, 17, o doleiro Fayed Antoine Traboulsi, apontado como um dos operadores do esquema de investimentos em fundos sem lucratividade no Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (Igeprev) entre 2001 e 2014. O prejuízo pode passar de um R$ 1,7 bilhão (leia mais). 

Fayed Traboulsi é acusado de tentar atrapalhar a Operação Miquéias, da Polícia Federal. Realizada em 2013, a invetigação apontou ligações entre uma quadrilha especializada em fraudar investimentos de fundos previdenciários, que seria chefiada pelo doleiro Fayed Traboulsi. O resultado da operação culminou na apreensão de documentos e na prisão de membros da quadrilha responsável por desviar dinheiro de fundos previdenciários em vários estados. No Tocantins, chegou a ser emitido mandado de prisão contra Rogério Villas Boas, então presidente do Igeprev e exonerado logo depois.

As investigações da Operação Miqueias revelaram um esquema que desviou mais de R$ 300 milhões de vários fundos previdenciários. Conforme documento com 325 páginas, a atuação da quadrilha consistia em movimentações financeiras volumosas em contas bancárias titularizadas por empresas fantasmas ou de fachada, cujos quadros societários seriam compostos por "laranjas".

Além de Fayed Traboulsi, o ex-policial civil do Distrito Federal Marcelo Toledo Watson. De acordo com a PF, ambos foram presos preventivamente. A prisão do doleiro foi realizada a pedido do Ministério Público Federal (MPF), que em julho denunciou o doleiro e Toledo por crimes como corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Segundo o MPF, Fayed é "apontado como o líder da organização criminosa". O grupo simulava consultoria financeira a agentes públicos e usava empresas fantasmas para lavar o dinheiro desviado.

De acordo com o site do jornal O Globo, rupo de Fayed usava mulheres bonitas e sedutoras, conhecidas como "pastinhas" para convencer prefeitos a aplicar recursos de fundos de pensão de servidores em títulos podres. Os lucros obtidos nas transações eram partilhados entre os envolvidos. Os prejuízos recaíam sobre os cofres dos fundos de pensão.

"O que se seguia à assinatura dos contratos era uma sequência de irregularidades que incluíam a desvalorização dos fundos, a emissão irregular de títulos e depósitos dos valores aplicados pelos municípios em contas bancárias abertas em nome de fantasmas", descreve o Ministério Público em nota divulgada ao O Globo após a apresentação da denúncia.

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