PF vai investigar Cemig (que o Globo protege)

Polícia Federal vai investigar depósito de R$ 4,3 milhões feito em 2012 pela InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, à MO Consultoria, uma das empresas de fachada de Alberto Youssef; espécie de comissão seria referente à venda de alguns ativos à Light, empresa do Rio controlada pela estatal mineira Cemig; Ministério Público suspeita de contratos fraudulentos; em reportagem desta sexta, jornal O Globo não cita Cemig no título nem no subtítulo, embora negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves

Polícia Federal vai investigar depósito de R$ 4,3 milhões feito em 2012 pela InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, à MO Consultoria, uma das empresas de fachada de Alberto Youssef; espécie de comissão seria referente à venda de alguns ativos à Light, empresa do Rio controlada pela estatal mineira Cemig; Ministério Público suspeita de contratos fraudulentos; em reportagem desta sexta, jornal O Globo não cita Cemig no título nem no subtítulo, embora negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves
Polícia Federal vai investigar depósito de R$ 4,3 milhões feito em 2012 pela InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, à MO Consultoria, uma das empresas de fachada de Alberto Youssef; espécie de comissão seria referente à venda de alguns ativos à Light, empresa do Rio controlada pela estatal mineira Cemig; Ministério Público suspeita de contratos fraudulentos; em reportagem desta sexta, jornal O Globo não cita Cemig no título nem no subtítulo, embora negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves (Foto: Gisele Federicce)

Minas 247 – A Polícia Federal abriu um inquérito para investigar a intermediação feita por Alberto Youssef entre pequenas hidrelétricas (PCHs) e estatais do setor de energia. Um dos negócios envolve a InvestMinas, do empresário Pedro Paulo Leoni Ramos, e a estatal mineira Cemig. A empresa depositou R$ 4,3 milhões, em 2012, na conta da MO Consultoria – uma das empresas de fachada do doleiro, para vender alguns ativos à Light, empresa do Rio de Janeiro controlada pela Cemig.

A justificativa da InvestMinas para o pagamento a Youssef é a de que ele intermediou a venda, por R$ 26,5 milhões, da participação acionária da companhia na Guanhães Energia para a Light Energia, com intervenção da Cemig Geração e Transmissão S.A. O Ministério Público suspeita que os contratos e notas referentes à negociação sejam fraudulentos. Youssef, investigado e hoje colaborador da Lava Jato, costumava afirmar que pequenas hidrelétricas eram excelentes negócios.

No despacho que resultou na prisão de empreiteiros e no ex-diretor da Petrobras Renato Duque, na última sexta-feira 14, o juiz federal Sério Moro, responsável pelas investigações da Lava Jato, cita o inquérito referente à Cemig. Diz ele: "trata-se de negócio que, embora suspeito, não estaria relacionado aos desvios na Petrobras". No entanto, não há motivos para acreditar que pagamentos feitos a Youssef que não sejam relacionados à Petrobras não sejam suspeitos.

Em reportagem sobre o assunto publicada nesta sexta-feira, o jornal O Globo não cita a Cemig no título nem no subtítulo, embora o negócio esteja relacionado à joia da coroa do governo Aécio Neves. O caso pode fazer com que parlamentares trabalhem para ampliar a CPMI que investiga as denúncias da Petrobras no Congresso. Relembre aqui reportagem do 247 sobre o assunto publicada no último sábado 15 e da Rede Brasil Atual sobre a possibilidade de ampliar o escopo da CPI para outras empresas além da Petrobras.

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