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PF: Vale adulterou dados sobre lama após tragédia

A Vale adulterou dados sobre o volume de lama que ela própria jogava na barragem de Fundão, que se rompeu em novembro de 2015 em Mariana, Região Central de Minas, deixando 19 mortos; relatório da PF apontou que, mês seguinte à tragédia, a Vale modificou informações sobre o teor de concentração do minério que produzia em Mariana; segundo a PF, a empresa alterou os últimos cinco RALs (Relatórios Anuais de Lavra) que havia enviado ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); policias disseram que o objetivo era "iludir as autoridades fiscalizadoras"

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A Vale adulterou dados sobre o volume de lama que ela própria jogava na barragem de Fundão, que se rompeu em novembro de 2015 em Mariana, Região Central de Minas, deixando 19 mortos; relatório da PF apontou que, mês seguinte à tragédia, a Vale modificou informações sobre o teor de concentração do minério que produzia em Mariana; segundo a PF, a empresa alterou os últimos cinco RALs (Relatórios Anuais de Lavra) que havia enviado ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM); policias disseram que o objetivo era "iludir as autoridades fiscalizadoras" (Foto: Leonardo Lucena)
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Minas 247 - A Vale adulterou dados sobre o volume de lama que ela própria jogava na barragem de Fundão, que se rompeu em novembro de 2015 no distrito de Bento Rodrigues, em Mariana, Região Central de Minas, deixando um saldo de 19 mortos. A lama atingiu cerca de 1,5 mil hectares de lama ao longo de 77 quilômetros de cursos de água, segundo o Ibama.

A Vale, ao lado da BHP Billiton, é uma das donas da Samarco, mineradora responsável pela barragem. De acordo com relatório da Polícia Federal obtido pela Folha, a empresa mudou relatórios para confundir as investigações. No mês seguinte à tragédia, a Vale modificou informações sobre o teor de concentração do minério que produzia em Mariana. Como consequência, o volume de lama lançado em Fundão (barragem que rompeu) ficou menor do que o informado inicialmente pela empresa.

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A polícia considera a alta quantidade de água presente nos rejeitos depositados na estrutura como uma das causas da ruptura. Segundo a PF, a empresa alterou os últimos cinco RALs (Relatórios Anuais de Lavra) que havia enviado ao Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), órgão da União. Mas os dados sobre a quantidade de minério produzido anualmente foram mantidos.

Em nota, a Vale admite as alterações, mas afirmou que foram "correções" e que agiu com transparência nas apurações. "Em momento algum a Vale tentou atrapalhar ou confundir qualquer ato realizado pelo órgão fiscalizador; ao contrário, deu total transparência e conhecimento a quem de direito", diz a mineradora, no comunicado.

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A polícia informou que o objetivo das mudanças era "iludir as autoridades fiscalizadoras". "Tal fato [adulteração] tem ocorrido para que a Vale se exima de suas responsabilidades com relação aos rejeitos depositados pela mesma na referida barragem [Fundão]", diz trecho do relatório.

A empresa disse ter retificado 1% dos campos dos relatórios enviados ao governo. A Vale afirmou que a mudança na altura da barragem de Campo Grande feita no RAL (Relatório Anual de Lavra) foi feita incorretamente. Por isso houve nova correção.

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