PIB de Minas fica estável no primeiro trimestre
Em Minas Gerais, os três setores econômicos apresentaram variação positiva do PIB, em relação ao quarto trimestre de 2016, com destaque para o setor agropecuário, que continua registrando desempenho bem mais expressivo do que os setores industrial e de serviços. O crescimento de 10,5% do volume de valor adicionado agropecuário estadual pode ser creditado, basicamente, à expansão da safra de grãos (soja e primeira safra do milho e do feijão), da batata-inglesa (primeira safra) e da banana
Minas 247 - O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de Minas Gerais no primeiro trimestre de 2017 indica que a atividade econômica se estabilizou, em termos reais, em relação ao desempenho registrado no trimestre imediatamente anterior, e alguns setores apontam certa reversão do ciclo recente de retração do nível de atividade produtiva. Em Minas Gerais, os três setores econômicos apresentaram variação positiva do PIB, em relação ao quarto trimestre de 2016, com destaque para o setor agropecuário, que continua registrando desempenho bem mais expressivo do que os setores industrial e de serviços. O crescimento de 10,5% do volume de valor adicionado agropecuário estadual pode ser creditado, basicamente, à expansão da safra de grãos (soja e primeira safra do milho e do feijão), da batata-inglesa (primeira safra) e da banana. Os dados são parte do estudo Indicadores CEI - PIB Trimestral de Minas Gerais, publicado pela Fundação João Pinheiro (FJP) nesta quarta-feira (5/7), no site da instituição.
No caso do setor industrial, cujo valor adicionado cresceu 0,4%, chama a atenção a recuperação da indústria extrativa mineral, que cresceu 3,3%, e da indústria de transformação, com crescimento de 2,7%. “Dentro da indústria de transformação podemos destacar o crescimento de algumas atividades como a fabricação de celulose, papel, máquinas e equipamentos e a fabricação de produtos têxteis”, aponta o pesquisador da Fundação João Pinheiro, Glauber Silveira.
No entanto, houve retração no desempenho dos subsetores de construção civil (2,7%) e de energia e saneamento (2,0%). A construção civil ainda sofre com a queda da demanda, particularmente do setor residencial, responsável pelo elevado estoque de unidades prontas e em acabamento. Já o desempenho do subsetor de energia e saneamento foi prejudicado pela dificuldade de normalização do nível dos reservatórios para a geração hidroelétrica e, concomitantemente, pela queda no consumo energético.
No setor serviços, que no cômputo global registrou elevação de 0,8% no valor adicionado no primeiro trimestre de 2017, destaca-se a performance do subsetor transportes, com crescimento de 3,1%. Houve ainda variação positiva nos subsetores de comércio (0,8%) e no agrupamento de outros serviços (0,7%).
"Estamos há vários trimestres enfrentando uma situação de dificuldades e agora existe uma estabilização em relação aos números. No caso de Minas Gerais, o setor econômico tradicional sofreu muito o impacto do desastre ocorrido em Mariana e tudo isso afetou muito a economia mineira", avalia o secretário-adjunto de Planejamento e Gestão, César Lima.
Segundo Lima, o Governo de Minas Gerais vem realizando um esforço para unir atores econômicos de todo o Estado que possam contribuir para que Minas Gerais possa ultrapassar esse período de dificuldades.
“Uma das ações mais importantes que nós temos feito junto à Assembleia Legislativa é a discussão, por exemplo, da Lei Kandir, que colocaria em Minas e seus municípios recursos adicionais”, informa. “Também temos percorrido todo o Estado discutindo com prefeitos, vereadores e agentes econômicos uma forma fazer com que a economia mineira encontre caminhos para que saiamos dessa crise com um pouco mais de rapidez”, ressalta.
De acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), PIB brasileiro, para o mesmo período e na mesma base de comparação, apresentou crescimento de 1,0%. Não houve variação no setor serviço, responsável pela maior parte do PIB, mas registrou-se crescimento robusto da agropecuária (13,4%), com expansão significativa da safra de grãos (soja e milho), e recuperação incipiente da indústria (0,9%).