Piloto da Lamia tinha ordem de prisão na Bolívia

O piloto do avião da LaMia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense a Medellín (Colômbia),  tinha uma ordem de prisão decretada na Bolívia; Miguel Quiroga, que também era um dos donas da companhia aérea, estava sendo processado por deixar a Força Aérea boliviana

Miguel Quiroga, sócio da Lamia e piloto do avião que caiu na Colômbia quando levava a equipe da Chapecoense
Miguel Quiroga, sócio da Lamia e piloto do avião que caiu na Colômbia quando levava a equipe da Chapecoense (Foto: Giuliana Miranda)
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247 - O piloto do avião da LaMia, que caiu na última terça-feira em viagem que levaria a delegação da Chapecoense a Medellín (Colômbia),  tinha uma ordem de prisão decretada na Bolívia. Miguel Quiroga, que também era um dos donas da companhia aérea, estava sendo processado por deixar a Força Aérea boliviana. 

Segundo informações da agência EFE, , os pilotos militares assumem o compromisso de não saírem da Força Aérea até cumprir um determinado número de anos de serviço estipulados. Apenas casos excepcionais permitem a baixa. No de Quiroga, porém, não havia justificativa para a saída.

"Eles receberam uma formação profissional, um investimento do governo, e, de repente, no meio de cumprir com o acordo de devolver esses conhecimentos e habilidades à Força Aérea e ao governo, preferem renunciar", explicou o ministro da Defesa, Reymi Ferreira, acrescentando que a formação de um piloto da Força Aérea do país custa cerca de US$ 100 mil aos cofres públicos. 

De acordo com o ministro, Quiroga e outros quatro militares que deixaram a Força Aérea estão sendo processados por essa razão, mas conseguiram evitar a prisão apresentando recursos à Justiça.

"O capitão Quiroga, que era o piloto do avião que se acidentou, estava sendo julgado pela Força Aérea Boliviana, inclusive tinha um mandado de prisão contra ele", afirmou nesta segunda-feira o  segundo a agência "ABI".

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