Piloto preso por exploração sexual admite abusos e exibe novas provas à polícia
Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, encerrou-se de forma abrupta e sob graves acusações criminais
247 - A trajetória de quase 30 anos na aviação comercial de Sérgio Antônio Lopes, de 60 anos, encerrou-se de forma abrupta e sob graves acusações criminais. O piloto, detido na última segunda-feira (9/2) enquanto se preparava para comandar o voo LA3900 no Aeroporto de Congonhas, admitiu abertamente o envolvimento na exploração sexual de crianças e adolescentes. Segundo informações apuradas pelo portal Metrópoles, o suspeito não apenas confessou os crimes no momento da abordagem, como também forneceu provas contra si mesmo aos investigadores.
A repercussão da prisão foi imediata. Ao ser interpelado pelos agentes da Polícia Civil sobre o motivo de sua detenção, o piloto demonstrou uma postura colaborativa descrita como fria. “Sei. E quero responder tudo o que for possível”, afirmou Lopes, conforme registros obtidos pelo programa Fantástico. Ainda no pátio do aeroporto, ele confirmou ter mantido relações com menores de idade e exibiu arquivos de uma das vítimas em seu próprio aparelho celular, detalhando como as conhecia.
As investigações da Operação Apertem os Cintos, conduzida pela 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia, revelaram que o homem utilizava sua idade e estabilidade financeira para cooptar famílias vulneráveis. A delegada Luciana Peixoto explicou que o piloto criava vínculos afetivos com mães e avós das vítimas para, posteriormente, abusar das crianças. Em troca do silêncio ou da permissão para os abusos, Lopes pagava quantias entre R$ 30 e R$ 100, além de custear aluguéis e medicamentos.
O caso tomou proporções ainda mais alarmantes com a revelação de que o piloto incentivava as vítimas a recrutarem outras amigas na faixa dos 11 aos 14 anos. Ele era explícito sobre suas intenções, afirmando que “gosto de crianças” e referindo-se a elas como “garotinhas” ou “novinhas”. Entre os detidos na operação também está uma mulher de 55 anos, suspeita de ter “vendido” as três netas, de 10, 12 e 14 anos, para serem submetidas aos abusos cometidos pelo piloto.
No campo corporativo, a Latam agiu rapidamente após a divulgação do escândalo. A companhia aérea, onde Lopes trabalhava desde março de 1998, anunciou sua demissão na última quarta-feira (11/2). Em nota oficial, a empresa destacou sua política de "tolerância zero" para condutas que desrespeitem a ética e os valores da organização, reforçando que segue colaborando integralmente com as autoridades. Sérgio Antônio Lopes permanece sob custódia, acusado de integrar uma rede criminosa estruturada para o abuso infantil.
