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Pimenta: caso Andrade prova perseguição seletiva a Lula

Deputado aponta as ilegalidades do acordo de delação premiada da Andrade Gutierrez, que segundo reportagem da Folha, vem sendo pressionada por procuradores da Lava Jato a denunciar o filho do ex-presidente Lula, caso contrário o acordo com o grupo não será fechado; Pimenta lembra que o assunto envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva e sua empresa "não tem nada a ver com a Lava Jato"; "Delação diz respeito ao inquérito, e não sobre uma pessoa. A base teórica do MPF é a mesma da ditadura. Todos os métodos são válidos para obter confissões. Se é verdade ou não, não vem ao caso", denuncia o parlamentar

Deputado aponta as ilegalidades do acordo de delação premiada da Andrade Gutierrez, que segundo reportagem da Folha, vem sendo pressionada por procuradores da Lava Jato a denunciar o filho do ex-presidente Lula, caso contrário o acordo com o grupo não será fechado; Pimenta lembra que o assunto envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva e sua empresa "não tem nada a ver com a Lava Jato"; "Delação diz respeito ao inquérito, e não sobre uma pessoa. A base teórica do MPF é a mesma da ditadura. Todos os métodos são válidos para obter confissões. Se é verdade ou não, não vem ao caso", denuncia o parlamentar (Foto: Gisele Federicce)

Rio Grande do Sul 247 - O deputado federal Paulo Pimenta denunciou neste domingo 26 o "método inquisitorial, ilegal e fascista" do Ministério Público Federal de se obter confissões por meio de acordos de delação premiada.

Reportagem da Folha apontou que a Andrade Gutierrez tem sido pressionada por procuradores da força-tarefa a denuncia Fábio Luiz Lula da Silva, o filho mais velho do ex-presidente, em um caso envolvendo a operadora Oi, controlada pela Andrade, e a empresa Gamecorp, do filho de Lula.

Pimenta lembra que o caso "não tem nada a ver com a Lava Jato" e que "delatar sobre algo que não diz respeito à investigação não tem previsão legal". "Essa denúncia é muito grave, é uma confissão das ilegalidades", completou, em referência ao Ministério Público.

"Delação diz respeito ao inquérito, e não sobre uma pessoa. As delações usam métodos criminosos para obter versões sobre os alvos do MPF. A base teórica do MPF é a mesma da ditadura. Todos os métodos são válidos para obter confissões. Se é verdade ou não, não vem ao caso", criticou ainda o deputado.

"Isso é perseguição seletiva. É uma forma criminosa de se obter confissões", denunciou ainda.