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Pimentel: Congresso não vai atropelar Constituição

Em evento com empresários em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador Fernando Pimentel descartou possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e defendeu "a maturidade da democracia brasileira"; ele disse não acreditar que o Congresso aprove qualquer pedido de derrubada da presidente; "O sentimento geral do parlamentar hoje é de uma preocupação muito grande com a crise, com a condução das coisas, mas não é um sentimento de atropelar a Constituição com qualquer ação que desrespeite o resultado das urnas. Essa não é a nossa tradição, não tem sido a prática do Brasil pelo menos desde o último afastamento de presidente, que foi o presidente Collor"

Em evento com empresários em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o governador Fernando Pimentel descartou possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e defendeu "a maturidade da democracia brasileira"; ele disse não acreditar que o Congresso aprove qualquer pedido de derrubada da presidente; "O sentimento geral do parlamentar hoje é de uma preocupação muito grande com a crise, com a condução das coisas, mas não é um sentimento de atropelar a Constituição com qualquer ação que desrespeite o resultado das urnas. Essa não é a nossa tradição, não tem sido a prática do Brasil pelo menos desde o último afastamento de presidente, que foi o presidente Collor" (Foto: Romulo Faro)

Minas 247 - Em evento com empresários em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), o governador Fernando Pimentel descartou a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, e defendeu "a maturidade da democracia brasileira". Ele disse não acreditar que o Congresso aprove qualquer pedido de derrubada da presidente do cargo.

"O clima às vezes fica muito acirrado, tanto do lado da oposição quanto do lado de alguma parcela de apoiadores do governo federal. Mas eu tenho ido a Brasília, tenho conversado com deputados, senadores. Não é esse o sentimento geral das casas. O sentimento geral do parlamentar hoje é de uma preocupação muito grande com a crise, com a condução das coisas, mas não é um sentimento de atropelar a Constituição com qualquer ação que desrespeite o resultado das urnas. Essa não é a nossa tradição, não tem sido a prática do Brasil pelo menos desde o último afastamento de presidente, que foi o presidente Collor. Então não vejo muito espaço para de fato, no plenário, uma medida como essa ser aprovada".

O governador de Minas ainda defendeu o retorno da CPMF (contribuição provisória sobre movimentação financeira), outro tema que tem pautado a oposição nas últimas semanas.

Pimentel prometeu trabalhar junto a representantes de outros estados pela aprovação da CPMF com alíquota de 0,38%. Pela proposta apresentada pelo governo federal, 0,20% do imposto ficaria com a União - e o restante seria distribuído entre estados, Distrito Federal e municípios.

"O que nós vamos fazer agora, e aí não depende de nenhuma ação da presidenta Dilma Rousseff, é trabalhar pela aprovação da CPMF com alíquota de 0,38%, porque o governo federal está mandando a CPMF de 0,20% apenas para a União, para fechar o orçamento da União. Mas abriu-se a possibilidade de os Estados também receberem recursos - nesse caso, aumentando a CPMF para 0,38%, que era o percentual até 2007, quando foi extinta".

Segundo o governador, os recursos serão importantes "para todos os estados e municípios que hoje estão em situação financeira muito difícil - e Minas Gerais não é exceção, estão todos em uma situação financeira muito difícil".