Pimentel e Roberto Carvalho: a volta da dupla

O ministro e o vice-prefeito do PT j conversam visando a aes conjuntas nas eleies deste ano. Carvalho, que brigou com o grupo que apoia o prefeito Marcio Lacerda, se manteria neutro na disputa e ganharia pontos com Pimentel

Pimentel e Roberto Carvalho: a volta da dupla
Pimentel e Roberto Carvalho: a volta da dupla (Foto: Folhapress_Divulgação)

Minas 247 - O atual ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, era prefeito de Belo Horizonte há quatro anos. O hoje vice-prefeito da cidade, Roberto Carvalho, era deputado estadual. Os dois petistas eram os principais defensores de uma aliança insólita na capital mineira, a dos rivais nacionais PT e PSDB, para eleger Marcio Lacerda (PSB) prefeito da cidade.

Depois disso, Carvalho brigou com o prefeito e passou a liderar o grupo dissidente dos petistas de BH que queriam uma candidatura própria do partido nas eleições deste outubro. Pimentel manteve-se como principal fiador da união com os tucanos a favor da reeleição de Lacerda. E os dois passaram a jogar em times separados.

Pois a dupla ensaia o retorno. Segundo a colunista do jornal O Tempo, Raquel Faria, Pimentel já procurou o vice-prefeito mais de uma vez nos últimos dias para a reaproximação. A ideia não é constranger Carvalho com seu grupo no PT a ponto de pedir o apoio à chapa de Lacerda. Mas garantir a neutralidade do vice-prefeito na eleição majoritária, liberando-o para coordenar a campanha dos vereadores do partido.

Para Carvalho, a proposta não é de todo ruim. Ele quer retornar à Assembleia Legislativa em 2014. Participar diretamente da campanha de vereadores só ajudaria o atual vice-prefeito a obter êxito. Além disso, Pimentel e Carvalho defenderiam juntos um nome de perfil técnico para vice de Lacerda. Menos sombra para os dois chegarem ainda mais fortes em 2014.

Leia abaixo o texto da colunista Raquel Faria, de O Tempo:

Fernando Pimentel está buscando uma reaproximação com Roberto Carvalho, o líder dos dissidentes do PT. O ministro já procurou o vice-prefeito, pelo menos uma vez, após a reunião petista em BH que aprovou a aliança com o PSB e o PSDB e abriu um racha no partido. O objetivo do ministro é evidente: ele tenta reunificar o partido e evitar que petistas ligados ao vice-prefeito migrem para a oposição a Marcio Lacerda.

Nos planos e desejos de Pimentel, o vice-prefeito se dedicaria na campanha de BH exclusivamente à eleição de vereadores do PT, mantendo-se neutro em relação à disputa de prefeito. Roberto não precisaria pedir voto para Lacerda; apenas deixar de apoiar outro concorrente. Com isso, estaria contribuindo para a coesão do partido. E continuaria com as portas abertas tanto na cúpula petista como no governo Dilma.

A negociação com Roberto é parte da equação que levou Pimentel a querer um nome técnico para novo vice-prefeito de Lacerda. Na avaliação do ministro, além de dirimir a disputa interna entre os postulantes políticos à vaga (Miguel Corrêa, André Quintão e Virgílio Guimarães), a opção técnica agradaria Roberto por não lhe fazer sombra. Ou seja: em tese, uma vez substituído por um petista anônimo e sem voto, o atual vice-prefeito poderia continuar sendo a principal liderança do PT local.

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