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Pobre paulista!

Cerca de 300 black blocs na carona de 2 mil estudantes da USP param todas as pistas de avenidas Faria Lima, Eusébio Matoso e Marginal Pinheiros, sufocando a volta para casa de mais de dois milhões de pessoas nesta terça-feira 15, na hora do rush; conflito com Polícia Militar; bolinhas de gude contra gás lacrimogêneo; motoristas afetados; alvo era governador Geraldo Alckmin no Dia dos Professores, mas trabalhador pagou o pato; congestionamentos chegaram a 222 quilômetros, o dobro do normal para o horário; onde está a democracia nisso?; rock

Cerca de 300 black blocs na carona de 2 mil estudantes da USP param todas as pistas de avenidas Faria Lima, Eusébio Matoso e Marginal Pinheiros, sufocando a volta para casa de mais de dois milhões de pessoas nesta terça-feira 15, na hora do rush; conflito com Polícia Militar; bolinhas de gude contra gás lacrimogêneo; motoristas afetados; alvo era governador Geraldo Alckmin no Dia dos Professores, mas trabalhador pagou o pato; congestionamentos chegaram a 222 quilômetros, o dobro do normal para o horário; onde está a democracia nisso?; rock (Foto: Sheila Lopes)

247 – Onde está a democracia nisso? Cerca de 300 black blocs se aproveitaram de manifestação de perto de dois mil estudantes da USP e, a partir das 19h00 desta terça-feira 15, levaram o caos a três das principais avenidas da capital paulista: Faria Lima, Eusébio Matoso e Marginal Pinheiros. Houve quebra-quebras contra concessionários de veículos e estações de trens e metrô.

Conflitos com a Polícia Militar envolveram uma guerra de bolinhas de gude contra gás lacrimogêneo e bomdas de impacto moral. Os congestionamentos no trânsito se estenderam por 222 quilômetros, o dobro do normal para o horário.

Dois milhões de pessoas foram diretamente prejudicadas na volta do trabalho para a residência.

Intenção inicial do protesto era atingir o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Em greve, os estudantes da USP queriam prestar solidariedade aos professores, que estão em campanha salarial. A ideia era pressionar o governador Geraldo Alckmin. No curso da passeata do Largo da Batata para a sede do governo, no entanto, os black blocs entraram em ação e passaram a vandalizar, mais uma vez, a cidade.

Participam do protesto estudantes, militantes de partidos, professores e manifestantes. Eles tinham, sim, uma reivindicação: reajuste salarial de 36,74% e apoio aos professores do Rio de Janeiro, que estão em greve.

Em atenção aos que soçobraram no congestionamento monstro resultado de mais esse episódio, o premonitório Ira!: