Polícia apresenta acusado de matar menina em Goiânia

George Araújo não respondeu às perguntas dos jornalistas e chorou durante toda a apresentação; advogado do suspeito disse que o comerciante não quis acertar a menina e que o pai, de maneira consciente ou inconsciente, foi quem colocou a vida da garota em risco; George, que já havia confessado a autoria dos disparos, será indiciado pelo crime de homicídio qualificado, baseado em motivo fútil e sem chance de defesa para a vítima; K.A.L. foi atingida por dois disparos (um deles atravessou o crânio) em 28 de abril e ficou em coma até ter a morte cerebral declarada no último domingo (5)

Polícia apresenta acusado de matar menina em Goiânia
Polícia apresenta acusado de matar menina em Goiânia

A Redação_ A Polícia Civil apresentou, na manhã desta terça-feira (7), o comerciante George Araújo, suspeito de matar a menina que tentou defender o pai durante uma discussão em uma pizzaria na Vila Alzira, em Aparecida de Goiânia, no ultimo dia 28 de abril. A menina, de 11 anos, morreu depois de ficar oito dias internada e respirando com a ajuda de aparelhos.

George está na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Goiânia, onde fica à disposição da Justiça. Ele estava foragido desde o dia 30 de abril, quando o Poder Judiciário decretou, em caráter temporário, a prisão do comerciante. Como ele estava sendo procurado pela polícia, foi considerado fugitivo.

De acordo com a delegada responsável pelo caso, Marcela Orçai, George passou a noite na Delegacia de Investigação Criminal (DEIC), de onde saiu sem responder a nenhuma pergunta dos jornalistas, e foi levado de manhã para a DPCA. Ele chorou durante toda a apresentação da manhã desta terça-feira (7) e, de acordo com Marcela, vai ser indiciado pelo crime de homicídio qualificado, já que foi baseado em um motivo fútil e a vítima não teve chance de defesa.

O advogado do suspeito, Roberto Rodrigues, falou com a imprensa e disse que George não quis acertar a menina e que o pai, de maneira consciente ou inconsciente, foi quem colocou a vida da garota em risco.

Morte cerebral

A menina, que desde o acontecido estava internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), teve morte cerebral oito dias depois de ser baleada. Ela foi atingida por dois disparos, sendo que um acertou a perna e o outro, a cabeça.

Em entrevista coletiva, o diretor-técnico do Hugo, Nasser Tannús, disse que o diagnóstico foi dado na noite de domingo (5), e a família ainda não decidiu se os órgãos serão doados, por isso, os aparelhos ainda não foram desligados.

Entenda o caso

Segundo a polícia, George, que é dono da pizzaria, já teria brigado com o pai da vítima, o serralheiro Sinomar Lopes, diante da reclamação do homem em relação à demora na entrega da pizza, mas no dia 28 o desentendimento tomou proporções maiores.

A polícia apresentou um vídeo que mostra George atrás do balcão, de onde ele pede que o cliente saia. Não sendo obedecido, ele aponta uma arma para o homem, que é protegido pelas filhas, de 11 e 14 anos. Desesperadas, as meninas chegam a abraçar o pai quando percebem que o dono do comércio está armado. Toda a ação foi registrada pelas câmeras de segurança da própria pizzaria.

George atirou três vezes, sendo que duas balas acertaram a menina mais nova. Ela foi baleada na cabeça e em uma das pernas. O tiro que acertou a cabeça de K.A.L. atravessou o crânio e saiu pelo lado esquerdo.

De acordo com a polícia, George não foi preso de imediato pois se apresentou de forma espontânea no 4º DP de Aparecida de Goiânia. O homem estava acompanhado por um advogado, confessou o crime e alegou legítima defesa. Ele levou as filmagens onde ele aparece atirando contra a família. (Michelle Rabelo)

Fotos: Edilson Pelicano

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