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Polícia Civil descarta metanol em bebida comprada pelo rapper Hungria

O composto químico também não foi detectado em garrafas na distribuidora localizada em Vicente Pires, onde o produto foi adquirido

Metanol (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Civil do Distrito Federal afirmou nesta sexta-feira (3) que não foi identificada a presença de metanol no laudo da perícia feita em amostras da bebida comprada pelo rapper Hungria. 

De acordo com a Folha de S.Paulo, analistas também não detectaram do composto químico garrafas na distribuidora localizada em Vicente Pires, onde o produto foi adquirido. 

"De acordo com os peritos, não foi detectada a presença de metanol nas amostras analisadas. Os exames também apontaram que o teor de álcool anidro está em conformidade com os parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária".

O metanol e seus usos

De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o metanol é um tipo de álcool de estrutura simples, formado por um átomo de carbono, três de hidrogênio e uma hidroxila, identificado pela fórmula química CH₃OH. À temperatura ambiente, apresenta-se como um líquido transparente.

Esse insumo é considerado fundamental para a indústria química, sendo aplicado na fabricação de adesivos, solventes, pisos, revestimentos e outros produtos. Em larga escala, sua produção ocorre principalmente a partir do processamento do gás natural.

Por se tratar de uma substância altamente tóxica, com potencial para ser utilizada ilegalmente na adulteração de combustíveis como gasolina e etanol, além de representar risco à saúde e à segurança pública, a ANP estabelece normas rígidas para seu manuseio. Entre elas, destaca-se a exigência de registro para qualquer operação de transporte ou estocagem.

Perigos no consumo de bebidas

No setor de bebidas alcoólicas, o uso de metanol é totalmente proibido, já que sua ingestão pode causar sérios danos ao organismo. Contudo, pequenas concentrações podem aparecer de forma natural durante a fermentação de açúcares e pectinas.

Para lidar com essa possibilidade, o Ministério da Agricultura (Mapa) definiu limites residuais máximos tolerados. Esses patamares, bastante restritos, não representam permissão de uso, mas apenas o reconhecimento de que pequenas quantidades inevitáveis podem permanecer no produto final após o processo de fabricação.

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