Polícia prende cinco envolvidos com desvio das subvenções

A Polícia Civil prendeu nesta terça (24) cinco envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa, que ocorria através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); a entidade recebeu entre 2011 e 2014 cerca de R$ 3 milhões em emendas direcionadas por diversos deputados estaduais; no ano passado, a ASPE foi beneficiada por duas emendas – uma de R$ 375 mil do deputado estadual Paulinho da Varzinhas (PT do B), que foi cassado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral, e pelo ex-parlamentar Zeca da Silva (PSC), que direcionou o mesmo valor; Zeca, inclusive, deverá ser chamado para depor nos próximos dias; na casa do chefe da quadrilha, a Polícia encontrou R$ 210 mil em espécie

A Polícia Civil prendeu nesta terça (24) cinco envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa, que ocorria através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); a entidade recebeu entre 2011 e 2014 cerca de R$ 3 milhões em emendas direcionadas por diversos deputados estaduais; no ano passado, a ASPE foi beneficiada por duas emendas – uma de R$ 375 mil do deputado estadual Paulinho da Varzinhas (PT do B), que foi cassado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral, e pelo ex-parlamentar Zeca da Silva (PSC), que direcionou o mesmo valor; Zeca, inclusive, deverá ser chamado para depor nos próximos dias; na casa do chefe da quadrilha, a Polícia encontrou R$ 210 mil em espécie
A Polícia Civil prendeu nesta terça (24) cinco envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa, que ocorria através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE); a entidade recebeu entre 2011 e 2014 cerca de R$ 3 milhões em emendas direcionadas por diversos deputados estaduais; no ano passado, a ASPE foi beneficiada por duas emendas – uma de R$ 375 mil do deputado estadual Paulinho da Varzinhas (PT do B), que foi cassado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral, e pelo ex-parlamentar Zeca da Silva (PSC), que direcionou o mesmo valor; Zeca, inclusive, deverá ser chamado para depor nos próximos dias; na casa do chefe da quadrilha, a Polícia encontrou R$ 210 mil em espécie (Foto: Valter Lima)

Valter Lima, do Sergipe 247 - A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira (24) cinco envolvidos no esquema de lavagem de dinheiro das verbas de subvenção da Assembleia Legislativa, que ocorria através da Associação Sergipana de Produtores de Eventos (ASPE). A entidade recebeu entre 2011 e 2014 cerca de R$ 3 milhões em emendas direcionadas por diversos deputados estaduais. No ano passado, a ASPE foi beneficiada por duas emendas – uma de R$ 375 mil do deputado estadual Paulinho da Varzinhas (PT do B), que foi cassado ontem pelo Tribunal Regional Eleitoral, e pelo ex-parlamentar Zeca da Silva (PSC), que direcionou o mesmo valor. Zeca, inclusive, deverá ser chamado para depor nos próximos dias.

Foram presos Wilson Felix de Farias, considerado o chefe da organização criminosa; Edivania Menezes (esposa de Wilson); Alessandra Santos (braço direito de Wilson); André Almeida (motorista de Wilson), e Márcio José Goes (presidente da ASPE). Todos eles tinham relação direta com a ASPE e com 12 empresas que prestavam serviço para a entidade, segundo informou a delegada Danielle Garcia, do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), que liderou as investigações ao lado da delegada Nadia Flausino e dos promotores Henrique Cardoso e Bruno Melo.

“A ASPE foi criada para realização de shows e contratação de bandas. E passou a receber dinheiro de subvenção em 2011. Constatamos que este dinheiro que chegava à associação era distribuído para essas 12 empresas, que eram do mesmo grupo, que tinha como líder o senhor Wilson. Ele desviava o recurso da ASPE e lavava dinheiro de outras contratações, porque a gente já sabe que essas diversas empresas foram contratadas por diversas prefeituras. Esta organização criminosa foi criada para surrupiar o dinheiro público”, explicou a delegada Danielle Garcia.

No entanto, as investigações ainda não apontaram se o recurso recebido pela ASPE retornou aos parlamentares que fizeram as indicações. “Não há comprovação de que retornou aos deputados”, disse o promotor Bruno Melo. “Se encontrarmos indícios de que isto ocorreu, o processo é encaminhado para o procurador-geral, que é quem pode dar prosseguimento a investigações que envolvam os deputados”, ressaltou.

Prisões

A prisão de Wilson Felix de Farias e de sua esposa, Edivania Menezes, aconteceu na manhã de ontem, na residência deles no bairro Coroa do Meio. Na casa (considerada uma mansão), foram encontrados R$ 210 mil em espécie e cinco carros de luxo. O dinheiro e os automóveis foram apreendidos. Embora considerado chefe da quadrilha, Wilson não aparece como dono de nenhum dos bens e nem como sócio das empresas. Ele, inclusive, possui dois números de CPF.

“Chegamos ao Wilson por diversos motivos. Ele aparece em vasta documentação que reunimos nestes dois meses de investigação. Ele está ligado a todas as empresas. Ele usava os seus funcionários, como a Alessandra, o André, a própria esposa e o presidente da ASPE para se blindar neste esquema de desvio de dinheiro público. Mas os documentos e laudos que reunimos provam que ele é o cabeça de tudo”, informou a delegada.

As sedes das diversas empresas participantes do esquema foram alvo de busca e apreensão por parte da Polícia Civil. Documentos e computadores foram apreendidos. Alguns dos endereços e telefones das empresas eram os mesmos. Além disso, os sócios dessas empresas se repetiam, o que, para a Polícia Civil e para o MPE, só reforça a tese de que eram empresas criadas para lavar dinheiro.

Inquérito

A Polícia Civil tem 10 dias para concluir o inquérito envolvendo a ASPE. Após este período, o MPE terá 10 dias para apresentar a denúncia. Os recursos e bens apreendidos ontem somam cerca de R$ 1 milhão, de acordo com o promotor Bruno Melo. Este dinheiro será utilizado para “cobrir o rombo” do que foi desviado das subvenções, segundo explicou Henrique Cardoso. “A ASPE tem que dar o destino do dinheiro das subvenções, tem que dizer onde está”, reforçou.

Hoje os cinco presos – todos sem nível superior – serão levados para o presídio. Nenhum deles quis contribuir com as investigações e preferiram ficar em silêncio nos primeiros depoimentos. “Não houve nenhum tipo de possibilidade de acordo para delação, pois eles não aceitaram falar nada”, disse a delegada. 

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