HOME > Geral

Por 2014, Campos age para calar rebelião interna

Governador de Pernambuco atua nos bastidores para acalmar entusiastas de Dilma Rousseff (PT) dentro do PSB; Ciro Gomes foi o primeiro a sentar com Eduardo Campos para conversar sobre a possível candidatura do partido à Presidência; eles teriam feito acordo para só falar novamente no tema em 2014; Ciro e seu irmão Cid não são os únicos problemas de Eduardo; ele precisará agora dialogar com outros integrantes do PSB, como os governadores Renato Casagrande, Camilo Capibaribe e Wilson Martins, além do ministro Fernando Bezerra, todos alinhados ao projeto de reeleição de Dilma

Por 2014, Campos age para calar rebelião interna

247 – Depois de um longo período de exposição na grande mídia, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), começa a trabalhar por sua provável candidatura à Presidência da República pelos bastidores. E começou pelo próprio partido, onde precisa acalmar ânimos de lideranças mais interessadas hoje na reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

Segundo reportagem da Folha, Campos jantou com o ex-ministro Ciro Gomes, no domingo passado, em Recife, quando selou um acordo de “cessar-fogo” com o correligionário. Ciro e o irmão, o governador do Ceará, Cid Gomes, têm sido os maiores críticos a uma candidatura do PSB em 2014.

No encontro do último final de semana, no entanto, Ciro Gomes e Eduardo Campos fizeram um pacto para só definir no próximo ano se a legenda se arriscará ou não na sucessão presidencial. Ciro teria declarado seu apoio a Dilma novamente no jantar, mas deixou portas abertas para eventualmente rever sua posição no futuro. Eles também combinaram de dialogar com mais freqüência.

Os dois teriam reclamado da dependência de Dilma em relação ao PMDB. Além disso, Campos teria pedido a Ciro que lidere no PSB debates sobre a economia e discuta alternativas para tirar o país do ciclo de baixo crescimento. O jantar ocorreu por iniciativa do pernambucano.

Além de Ciro e Cid Gomes, o PSB conta com outros entusiastas da reeleição de Dilma. Há o ministro Fernando Bezerra (Integração Nacional), o vice-presidente da sigla, Roberto Amaral, além dos governadores Renato Casagrande (Espírito Santo), Camilo Capibaribe (Amapá) e Wilson Martins (Piauí). No entanto, há quem diga nos bastidores que exista muito jogo de cena, com o único objetivo de ficar bem com o Planalto, por liberação de mais recursos federais para os Estados.