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Por Marina, Campos pode abrir mão de alianças

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), tem enfrentado problemas para compor alianças e fortalecer o palanque em torno da sua candidatura presidencial em diversos estados, entre eles o maior colégio eleitoral do País, São Paulo; Como parte destes entraves está ligado à resistência da ex-senadora Marina Silva(Rede)em unir forças com partidos vistos como de direita, como o PSDB, o governador teria encontrado uma solução salomônica para acabar com a arenga: o PSB abandona o barco do PSDB em São Paulo desde que Marina antecipe o anúncio de que será sua vice nas eleições de outubro

Marina Silva, ao lado de Campos, em coletiva de imprensa (Foto: Paulo Emílio)

Pernambuco 247 - O governador de Pernambuco e candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, tem enfrentado problemas para compor alianças e fortalecer o palanque em torno da sua candidatura em diversos estados, entre eles o maior colégio eleitoral do País, São Paulo. Como parte destes entraves está ligado à resistência da ex-senadora Marina Silva – cotada para ser a vice na chapa socialista – e de integrantes da Rede Sustentabilidade em unir forças com partidos vistos como de direita, como o PSDB, o governador teria encontrado uma solução salomônica para acabar com a arenga: o PSB abandona o barco do PSDB em São Paulo desde que Marina antecipe o anúncio de que será sua vice nas eleições de outubro.

De acordo com o Estadão, a estratégia do governador é baseada em um conceito relativamente simples: o anúncio de Marina como vice compensaria o desmantelamento de alianças como a que vem sendo negociada em São Paulo, onde o governador tucano Geraldo Alckmin tenta a reeleição. Neste caso, tanto o estado paulista como vários outros teriam uma candidatura socialista na disputa. Se por um lado a não concretização de alianças implica na perda de votos, este declínio seria compensado pelo capital eleitoral da ex-senadora nos grandes centros "A presença da Marina na chapa fortalece muito a minha candidatura tanto em São Paulo quanto nos palanques das cidades maiores e mais politizadas", teria dito Campos a um correligionário, segundo o Estadão.

O assunto teria sido discutido em uma reunião realizada nesta segunda-feira (13), em Brasília, entre integrantes do PSB e da Rede. Na ocasião, teria sido acertado que a antecipação do anúncio por parte de Marina como vice de Campos seria formalizado até meados de fevereiro. Casio o fato seja confirmado, prevalecerão as constantes declarações feitas pelo socialista de que “o projeto nacional se sobrepõe aos estados” e da não existência da uma crise entre as legendas. Resta saber como será a repercussão junto aos diversos partidos com os quais o PSB vem tentando uma aproximação para fortalecer os palanques regionais de Eduardo Campos.

Confira aqui a matéria publicada no Estadão.