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Prefeito afastado renuncia ao cargo

Afastado por improbidade administrativa, o prefeito de Piranhas , Dante Salatiel (PDT), encaminhou uma carta à Câmara de Vereadores renunciando ao cargo; afastamento, por decisão judicial, que seria pelo prazo de 180 dias, foi baseado em denúncias sobre fraudes em licitações e realização de contratos irregulares  

Afastado por improbidade administrativa, o prefeito de Piranhas , Dante Salatiel (PDT), encaminhou uma carta à Câmara de Vereadores renunciando ao cargo; afastamento, por decisão judicial, que seria pelo prazo de 180 dias, foi baseado em denúncias sobre fraudes em licitações e realização de contratos irregulares   (Foto: Voney Malta)

Alagoas247 - Afastado do cargo por acusações de improbidade administrativa, o prefeito de Piranhas, Dante Salatiel de Alencar Bezerra de Menezes, renunciou ao mandato. A carta de renúncia foi enviada à Câmara de Vereadores da cidade na manhã desta terça-feira (3) e chegou no momento em que o presidente, vereador Argilson Ferreira, lia as denúncias.

Com isso, o vice-prefeito da cidade, Manoel Vieira de Santana, que já estava na função assume definitivamente o posto de prefeito. Na carta, o agora ex-prefeito diz que irá provar a inocência dele.

Dante foi afastado, por decisão judicial, no dia 18 de dezembro pelo juiz Giovanni Alfredo de Oliveira, titular da Comarca de Piranhas. O afastamento, que seria pelo prazo de 180 dias, foi baseado nas denúncias do agropecuarista Tiago Nunes, que falam sobre a fraude de licitações e a realização de contratos em situação irregular.

Os valores ultrapassam R$ 9 milhões e envolvem as empresas EMSERLOC Ltda, D. F. Mascarenhas Ltda, Alagoas Consultoria e Construções Ltda, Érica Barbosa de Melo Villalobos Produções ME, e LL Mar Locações e Serviços. Os contratos foram suspensos e o repasse de qualquer pagamento, vedado pelo magistrado.

“Uma rápida análise da documentação colacionada aos autos aponta na direção de que dinheiro público está sendo desviado”, afirmou o juiz Giovanni Alfredo de Oliveira , acrescentando que a EMSERLOC foi contratada para locar 111 veículos ao município e não o fez, embora tenha emitido nota fiscal e recebido pelo serviço.

Na ocasião, ele ainda determinou a indisponibilidade dos bens imóveis de todos os réus e a busca e apreensão de computadores das Secretarias de Educação, Saúde e Transportes. Todos seriam encaminhados para a inspeção da Polícia Federal.

Com gazetaweb.com