Prefeito de Montes Claros sai da prisão e diz que vai tentar a reeleição
A pedido do TRF, o prefeito afastado de Montes Claros (região Norte de Minas Gerais), Ruy Muniz, foi solto pela Justiça; ele foi preso pela Polícia Federal em abril por suspeita de tentar obstruir o funcionamento de hospitais públicos e beneficiar instituição de saúde que pertence à sua família; para pedir a liberdade do prefeito, a defesa argumentou que provas no processo já haviam sido colhidas, testemunhas estavam elencadas e que o cliente não vinha atrapalhando investigações, o que foi acatado pelo tribunal; Muniz afirmou que vai se candidatar à reeleição; "Terei o apoio de 14 partidos", disse
Minas 247 - A pedido do Tribunal Regional Federal (TRF), o prefeito afastado de Montes Claros (região Norte de Minas Gerais), Ruy Muniz, foi solto pela Justiça nessa quarta-feira (27). Ele foi preso pela Polícia Federal em abril por suspeita de tentar obstruir o funcionamento de hospitais públicos e beneficiar instituição de saúde que pertence à sua família.
Para pedir a liberdade do prefeito, a defesa argumentou que provas no processo já haviam sido colhidas, testemunhas estavam elencadas e que o cliente não vinha atrapalhando investigações, o que foi acatado pelo tribunal.
Muniz afirmou que vai se candidatar à reeleição em Montes Claros. "Terei o apoio de 14 partidos", afirmou ele, segundo relato do Estadão. A convenção do PSB acontece em 4 de agosto. "Minha meta é virar governador e, depois, presidente da República", disse.
O prefeito afastado disse que sua prisão foi injusta porque as propagandas que fez sobre os hospitais públicos tinham caráter informativo. "Também não tinha nada de pessoal, como alegou o MPF", afirmou.
Denúncia da Procuradoria
De acordo com denúncia da procuradoria regional da República, Muniz "destruiu e inviabilizou a existência e o funcionamento de hospitais públicos e filantrópicos (Santa Casa de Misericórdia, Fundação Aroldo Tourinho e Fundação Dílson Godinho) de Montes Claros, que atendem pelo Sistema Único de Saúde (SUS) uma população de aproximadamente 1,6 milhão de pessoas, distribuídas em 86 municípios situados no Norte do Estado de Minas".
O procurador Alexandre Camanho de Assis afirma que Muniz realizou "favorecimento ilegítimo do Ambar Saúde (Hospital das Clínicas Doutor Mário Ribeiro da Silveira), grupo hospitalar ligado à família do próprio prefeito". Conforme a acusação, Muniz "destruiu" hospitais públicos e filantrópicos na cidade.
Segundo o procurador, o prefeito afastado realizou, utilizando recursos públicos, "intensa publicidade falsa, opressiva e difamatória contra os hospitais, almejando solapar-lhes a credibilidade, para que desponte como alternativa e solução aos problemas de saúde pública regionais o nosocômio privado da família Muniz".
A Procuradoria disse que a meta de Ruy Muniz era "unicamente o interesse particular em retomar para si o controle do orçamento hospitalar da saúde, cerca de R$ 136 milhões"
