Prefeitura restringe o passe livre ‘universal’
Paço já apresentou emenda à lei para reduzir o número de viagens para 48, quantidade idêntica à que o governo do Estado já paga aos 8.026 estudantes contemplados com o benefício estadual; prefeitura alega que é uma adequação à lei estadual e que o estudante pode requisitar mais viagens caso necessário; restrição, porém, expõe a dificuldade financeira enfrentada pelo prefeito Paulo Garcia
Goiás247_ O passe livre estudantil continua rendendo e agora envolve a prefeitura de Goiânia. É que no auge da crise dos protestos, em junho, Paulo Garcia prometeu o benefício aos estudantes da Região Metropolitana de Goiânia com o pagamento de 72 viagens ao mês. Mas, agora a prefeitura já apresentou emenda à lei para reduzir o número de viagens para 48. Este é o número de viagens que o governo do Estado já paga aos 8.026 estudantes contemplados com o passe livre estadual.
A prefeitura alega que é uma adequação á lei estadual e que o estudante pode requisitar mais viagens caso necessário. O reajuste das viagens, no entanto, também expõe a dificuldade financeira que Paulo Garcia enfrenta no Paço. A folha de pagamento dos servidores consome mais de 70% da receita e estima-se que o passe livre vai custar á prefeitura cerca de R$ 2,5 milhões ao mês.
Longe de começar, pois o contrato ainda precisa ser firmado com o Setransp, o passe livre segue polêmico. Paulo Garcia se comprometeu a pagar 30% dos custos, o Estado ficaria com 50% e as prefeituras da Região Metropolitana com o restante.
No entanto, os prefeitos de Aparecida de Goiânia, Guapó, Nerópolis e Senador Canedo afirmam que não têm recursos disponíveis para bancar o passe livre. Quando Paulo Garcia lançou a proposta, em junho, o prefeito de Senador Canedo, Misael de Oliveira, chegou a chamar Paulo Garcia de hipócrita e populista, pois segundo ele era um projeto impossível de colocar em prática diante da realidade financeira das prefeituras vizinhas da Capital.