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Presidente do grupo Corona é sequestrado e assassinado no México

O sequestro ocorreu no dia 27 de dezembro, quando o empresário viajava com familiares por uma rodovia no estado de Jalisco

José Adrián Corona Radillo (Foto: Reprodução)

247 - O empresário mexicano José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi sequestrado e assassinado no México, em um crime que chocou o setor empresarial do país. As informações foram divulgadas pela imprensa local na terça-feira (6) e confirmadas por autoridades estaduais.

 Radillo comandava uma tradicional empresa mexicana do ramo de bebidas alcoólicas, conhecida principalmente pela produção de tequila, além de vinhos e licores.

Segundo o El Universal, o sequestro ocorreu no dia 27 de dezembro, quando o empresário viajava com familiares por uma rodovia no estado de Jalisco, no oeste do país. O veículo em que estavam foi interceptado por criminosos armados, que roubaram pertences pessoais da família e levaram apenas o empresário, deixando os demais ocupantes na estrada.


O corpo de José Adrián Corona Radillo foi encontrado dois dias depois, próximo ao local do sequestro. De acordo com as autoridades, o empresário apresentava sinais de violência e ferimentos causados por disparos de arma de fogo, o que reforça a hipótese de execução após o sequestro.

As investigações iniciais indicam que o crime pode não ter relação direta com a atuação empresarial de Radillo. Conforme informou o Infobae, investigadores trabalham com a possibilidade de um ataque aleatório, já que a região onde ocorreu a abordagem é considerada de alto risco, com histórico de violência e ações criminosas frequentes.

O Grupo Corona, presidido por Radillo, não tem relação com a cerveja Corona, apesar da semelhança no nome. A marca de cerveja pertence ao Grupo Modelo, atualmente controlado pela multinacional Anheuser-Busch InBev. A empresa de Radillo foi fundada em 1954 e construiu sua reputação no mercado mexicano de destilados e bebidas artesanais.

O assassinato do empresário reacende o debate sobre a insegurança em rodovias mexicanas e a vulnerabilidade de civis diante da atuação de grupos criminosos armados. As autoridades locais afirmaram que as investigações seguem em andamento para identificar os responsáveis e esclarecer a motivação do crime.