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Presidente Lula exclui ações da Eletrobrás do Programa Nacional de Desestatização

União busca manter posse das ações da Eletrobras, após privatização concluída no governo Bolsonaro

Presidente Lula exclui ações da Eletrobrás do Programa Nacional de Desestatização (Foto: Reuters)

247 - Em uma decisão oficial, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revogou a qualificação das participações acionárias remanescentes de emissão da Eletrobrás no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) e as excluiu do Programa Nacional de Desestatização (PND). A medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (17), sinaliza a intenção do governo em manter a posse das ações estatais. Atualmente, a União detém cerca de 42% das ações ordinárias da Eletrobras.

A recomendação para retirar as ações da Eletrobras do Programa Nacional de Desestatização e do PPI foi emitida pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI) em junho, e a aprovação presidencial era necessária para a efetivação da medida.

A privatização da Eletrobrás foi finalizada em junho de 2022, durante a administração do então presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o governo optou por ofertar ações da estatal na Bolsa de Valores, o que resultou na perda da posição de acionista controladora por parte da União. Mesmo possuindo mais de 40% das ações ordinárias da Eletrobras, devido à legislação de desestatização da empresa, o poder de voto do governo ficou limitado a 10%.

Recentemente, no início deste mês, a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou uma ação ao Supremo Tribunal Federal (STF) contestando diversos aspectos da privatização da Eletrobrás. O poder de voto da União é um dos pontos que o governo pretende questionar. Na quarta-feira (16), a Procuradoria-Geral da União (PGR) emitiu um parecer favorável à posição do governo.