Primo de Aécio é acusado de violar uso de tornozeleira

O empresário Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), violou duas vezes a área de circulação permitida pela tornozeleira eletrônica antes de retirá-la; a informação é do blog do Fausto Macedo; Fred recebeu advertência da Secretaria de Administração Penitenciária de Minas; o primo do tucano foi preso de forma preventiva em maio do ano passado por suspeita de envolvimento no pagamento de suposta propina de R$ 2 milhões do grupo J&F ao senador Aécio Neves

Brasília - Senador Aécio Neves fala à imprensa após audiência com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil)
Brasília - Senador Aécio Neves fala à imprensa após audiência com o presidente Michel Temer no Palácio do Planalto (Wilson Dias/Agência Brasil) (Foto: Leonardo Lucena)

Minas 247 - O empresário Frederico Pacheco de Medeiros, primo do senador Aécio Neves (PSDB-MG), violou por duas vezes a área de circulação permitida pela tornozeleira eletrônica antes de retirá-la, de acordo com informação publicada no blog do Fausto Macedo. 

A Secretaria de Administração Penitenciária de Minas Gerais advertiu Fred duas vezes, em outubro e novembro do ano passado. No mês seguinte, o ministro do Supremo Tribunal Federal Marco Aurélio liberou o empresário da tornozeleira.

O primo tucano foi preso em maio do ano passado, durante a Operação Patmos, por suspeita de envolvimento no pagamento de suposta propina de R$ 2 milhões do grupo J&F ao senador Aécio Neves.

Executivos da empresa gravaram Fred recebendo R$ 500 mil na sede da J&F em São Paulo. Em junho, o STF converteu a custódia em domiciliar com medidas cautelares, como proibição de se comunicar com os demais investigados, de se ausentar sem autorização judicial. Também foi determinada a entrega dos passaportes e a utilização da tornozeleira.

Aécio foi gravado pedindo R$ 2 milhões ao dono da JBS, Joesley Batista, para supostamente pagar advogados. Uma parcela do dinheiro foi entregue a Fred, segundo as investigações.

O tucano tratou a propina como venda de apartamento. "Foi proposta, em primeiro lugar, a venda ao executivo de um apartamento de propriedade da família. O delator propôs, entretanto, já atendendo aos interesses de sua delação, emprestar recursos lícitos provenientes de sua empresa, o que ocorreu sem qualquer contrapartida, sem qualquer ato que mesmo remotamente possa ser considerado ilegal ou mesmo que tenha qualquer relação com o setor público. Registre-se ainda que a intenção do senador sempre foi, quando da venda do apartamento, ressarcir o empresário", disse ele, em nota.

Veja o documento sobre a violação das regras por Fred, também publicado no blog do Fausto Macedo

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