Projeto garante recuperação de nascentes e olhos d'água
Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e Organizações Não Governamentais (ONGs) tiveram os contratos assinados com o governo do Estado entre agosto e setembro do ano passado, recebendo então, cada uma, R$ 100 mil, totalizando R$ 900 mil para desenvolver o trabalho de recuperação, revitalização e conscientização ambiental
Tocantins 247 - As entidades da sociedade civil selecionadas pela Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Estado (Semades) para execução do Projeto Nascente Viva, voltado para recuperação e revitalização de nascentes ou olhos d'água em bacias hidrográficas do Tocantins, tiveram uma avaliação positiva pela equipe técnica da pasta na primeira fase do projeto.
Segundo o governo do Estado, neste momento, o foco é a aquisição de mudas que irão garantir a recuperação de mata ciliar e de nascentes, aproveitando o período chuvoso, e a educação ambiental, que prevê a mobilização de estudantes do ensino médio que morem nos arredores das áreas que estão sendo recuperadas. A maioria das entidades já conseguiu parcerias com as escolas das regiões beneficiadas para que os jovens acompanhem o trabalho e se tornem multiplicadores em casa.
As ações do projeto Nascente Viva estão sendo desenvolvidas pela Associação dos Mini e Pequenos Produtores da Malhadinha; Organização das Mulheres Amigas do Bem de Palmas; Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Dois Irmãos; Instituto Social da Caseara (Isca); Ação Verde – Associação Cultural Ambientalista; Instituto Beneficente e Filantrópico de Xambioá; Associação Social São Pedro de Palmas; Associação de Preservação Ecológica Natura-Ativa e Ecoterra.
"A gente sabe que todas essas nascentes foram depredadas por más práticas do sistema produtivo. A maioria do pessoal, às vezes até por falta de orientação, desmatou a margem do rio, da nascente, queimou e cultivou de forma desordenada, então apostamos na conscientização dos filhos dessas pessoas, para que elas trabalhem junto aos ribeirinhos que ainda utilizam práticas sem preocupação ambiental", comentou o diretor de Recursos Hídricos da Semades, Aldo Azevedo.
A presidente de uma das entidades selecionadas para desenvolver o projeto Nascente Viva, Maria Aparecida Martins, da Organização das Mulheres Amigas do Bem de Palmas, falou da satisfação com o trabalho que desenvolvem a partir da chácara Recanto dos Pássaros, beneficiando o Ribeirão Água Fria, próximo à capital. "É o primeiro projeto que participo e garanto que é uma das melhores iniciativas que fiz na vida, tanto para mim pessoalmente quanto para a minha comunidade" afirmou.
"A nascente em que estamos atuando estava sem mata ciliar, secando e causando assoreamento nos arredores, e agora, com o plantio de mudas e uma ajudinha da chuva, a água voltou a correr", comentou Maria Aparecida. Graças ao trabalho da Organização, 900 mudas foram plantadas, 100 doadas para moradores da região, e outras 100 serão doadas para os alunos de escolas da rede pública estadual e municipal que serão visitadas no trabalho de conscientização ambiental a partir de março. São mudas de Buriti, Açaí, Mogno e Jatobá.
As Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscips) e Organizações Não Governamentais (ONGs) tiveram os contratos assinados entre agosto e setembro do ano passado, recebendo então, cada uma, R$ 100 mil, totalizando R$ 900 mil para desenvolver o trabalho de recuperação, revitalização e conscientização ambiental.