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Projeto proíbe venda de produtos derivados de alimentação forçada de animais

Autor do projeto de lei, vereador Elias Vaz (PSB), afirma que objetivo é impedir a venda de produtos obtidos a partir de métodos cruéis; "Não podemos aceitar a comercialização de alimentos oriundos de crime ambiental”, explica; proposta impedirá a produção ou venda de produtos a partir do uso de mecanismo automático ou manual de engorda que despeje o alimento diretamente no estômago do animal como funil, tubo metálico, de plástico e PVC; responsáveis pelos estabelecimentos que descumprirem a lei estarão sujeitos a penalidades que vão desde multa,  apreensão e incineração da mercadoria até o cancelamento da licença de funcionamento

elias vaz (Foto: Realle Palazzo-Martini)

Goiás 247 - Começa a tramitar na Câmara Municipal de Goiânia projeto de lei do vereador Elias Vaz (PSB) que proíbe a comercialização de produtos derivados de processo de alimentação forçada de animais. O artigo 225 da Constituição Federal assegura a efetividade desse direito, incumbindo ao Poder Público proteger a fauna e a flora, vedadas as práticas que coloquem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam os animais à crueldade. "Queremos impedir a venda de produtos obtidos a partir de métodos cruéis. Não podemos aceitar a comercialização de alimentos oriundos de crime ambiental”, explica Elias.

A proposta é impedir em Goiânia a produção ou venda de produtos a partir do uso de mecanismo automático ou manual de engorda que despeje o alimento diretamente no estômago do animal como funil, tubo metálico, de plástico e PVC. Os responsáveis pelos estabelecimentos que descumprirem a lei estarão sujeitos a penalidades que vão desde multa, apreensão e incineração da mercadoria até o cancelamento da licença de funcionamento.

Foie gras
Um exemplo de prato baseado na alimentação forçada de animais é o foie gras, típico da culinária francesa. O foie gras é o fígado gordo de ganso ou pato. “É um prato caro e elitizado e obtido a custa de muito sacrifício animal”, destaca Elias Vaz. Para deixar o órgão maior e mais gorduroso, produtores impõem uma dolorosa alimentação forçada por canos que vão direto ao estômago das aves várias vezes ao dia. O fígado dos animais, em alguns casos, chega a 12 vezes o tamanho normal.

A superalimentação provoca a esteatose hepática, doença caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do fígado e também chamada de infiltração gordurosa do fígado. Além disso, os animais sofrem lesões na garganta e esôfago causadas pelo tubo que leva a ração diretamente para o estômago, causando inflamações, infecções e problemas respiratórios.