Prostituta revela onze orgias com Strauss-Kahn

Ex-diretor do FMI volta s pginas dos jornais com o envolvimento em uma rede de prostituio. A polcia acredita que as noitadas no hotel Carlton de Lille, na Frana, eram financiadas com dinheiro desviado de empresas

Prostituta revela onze orgias com Strauss-Kahn
Prostituta revela onze orgias com Strauss-Kahn (Foto: Divulgação)
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Roberta Namour – correspondente do 247 em Paris – Repugnante. Essa é a palavra que me vem à cabeça a cada vez que um novo escândalo sexual envolvendo Dominique Strauss-Kahn aparece na mídia. Hoje, uma prostituta contou na França ter participado de 11 orgias em um período de seis anos na companhia do ex-chefe do Fundo Monetário Internacional.

Florence revelou ter recebido a soma de 2,4 mil euros por três dias passados em Washington em maio de 2010 com DSK e seus amigos, assim como 1,6 mil euros por algumas tardes em Paris, Lille e Bruxelas. «Ele não me violentou, mas pude perceber que ele gostava de usar a força », testemunhou sua colega Mounia, que também participou das orgias.

As revelações engordam ainda mais a lista de provas do envolvimento do ex-diretor do FMI na rede de prostituição na cidade de Lille, conhecido por Caso Carlton. Na semana passada, torpedos trocados entre DSK e o empresário Fabrice Paszkowski, indiciado pelos crimes de proxenetismo e formação de quadrilha, foram revelados pela imprensa. Nas mensagens, Strauss-Kahn pergunta se Paszkowski irá a Washington com amigas e pede para organizar festas íntimas em Madri, Viena, Praga e Bruxelas.

O jornal Aujourd'hui em France revelou que as despesas desses encontros eram pagas com dinheiro desviado de empresas. A polícia também investiga se Strauss-Kahn teria usado seus mandatos políticos para favorecer o empresário Paszkowski, como chegou a evocar o jornal Libération.

No Le Figaro, a manchete foi : "depois da economista húngara do FMI Piroska Nagy, da camareira guineana Nafissatou Diallo, do Hotel Sofitel, e da escritora francesa Tristane Banon, o escândalo do Hotel Carlton foi a gota d'água" para a mulher de DSK, Anne Sinclair. O casal anunciou que irá processar o jornal após a publicação.

Hoje a questão não é mais se ele voltará ou não ao cenário político. Dominique Strauss-Kahn era o grande favorito da esquerda para enfrentar Nicolas Sarkozy. Agora, o partido socialista tenta se distanciar de sua imagem. O problema aqui é a questão da impunidade. Trata-se de um criminoso nato que consegue escapar a cada episódio. No último caso envolvendo a jornalista francesa, a justiça reconheceu a tentativa de estupro, mas o processo não foi adiante por ter prescrito. E agora, qual será sua estratégia de defesa ?

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