Protesto contra seca e queda do FPM mobiliza prefeitos e parlamentares
"Nós, produtores, não somos enxergados e valorizados como deveria acontecer. Sabemos que a seca acontece sempre, mas precisamos de condições suficientes para enfrentá-la com dignidade. O que estamos reivindicando nessa mobilização é muito mais que medidas emergenciais; a brusca queda no FPM também é um tema que ameaça as administrações públicas. Vamos levar à Brasília a Carta de Maceió, documento que registra problemas em comum enfrentados pelos municípios em estado de emergência, e que reivindica uma ação mais efetiva do Governo Federal", afirmou o prefeito de Monte Alegre, Antônio Rodrigues
Sergipe 247 - Nesta segunda-feira (13), a Assembleia Legislativa de Sergipe foi palco da mobilização dos municípios contra a seca. Prefeitos, vice-prefeitos, vereadores, sindicalistas e agricultores lotaram o auditório para discutir os problemas causados pela longa estiagem, além da crescente queda do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). O protesto, que faz parte da Mobilização Nacional pelo Nordeste, foi uma iniciativa dos presidentes das três associações municipalistas do Estado de Sergipe: Federação dos Municípios do Estado de Sergipe (Fames), Associação dos Municípios da Região Centro Sul (Amurces) e Associação os Municípios do Vale do Japaratuba e do Vale do Cotinguiba (Ambarco). 18 prefeitos participaram do protesto.
O prefeito de Poço Verde, Thiago Dória, frisou que as principais reivindicações da manifestação são as que foram prometidas em janeiro deste ano. “Nós temos o Governo do Estado ajudando, dando cestas básicas e água, mas ainda assim já perdemos grande parte do gado no nosso município. A pecuária praticamente nem existe no momento, por conta da grande seca e da falta de ração. Queremos que as promessas sejam cumpridas”, disse o gestor, que trouxe uma caravana da cidade para a capital sergipana, a fim de fortalecer a manifestação.
O deputado federal Almeida Lima chamou atenção para a importância da mobilização não só em Sergipe, mas também em todo o Nordeste e no Brasil. “É fundamental essa manifestação para refletir em Brasília, no Planalto Central, e fazer com que a presidência da República e os órgãos federais entendam que o país não se constitui apenas de Brasília. Ao contrário, o país está nos diversos municípios, onde se encontram os problemas vivenciados pela população. Portanto, é necessário mais descentralização, para que o cidadão tenha uma vida mais saudável”, explicou o parlamentar.
“Nós, produtores, não somos enxergados e valorizados como deveria acontecer. Sabemos que a seca acontece sempre, é um fenômeno natural, mas precisamos de condições suficientes para enfrentá-la com dignidade. O que estamos reivindicando nessa mobilização é muito mais que medidas emergenciais e estruturantes no combate à seca; a brusca queda no FPM também é um tema que ameaça as administrações públicas. Vamos levar à Brasília a Carta de Maceió, documento que registra problemas em comum enfrentados pelos municípios em estado de emergência, e que reivindica uma ação mais efetiva do Governo Federal em parceria direta com as prefeituras. Para que essa luta alcance os objetivos esperados, é essencial nossa união”, afirmou o prefeito de Monte Alegre e presidente da Fames, Antônio Rodrigues, o Tonhão.
O ex-prefeito de Poço Verde e presidente da Amurces, Antônio Fonseca, o prefeito de Nossa Senhora do Socorro e presidente da Ambarco, Fábio Henrique, além dos deputados Augusto Bezerra, Angélica Guimarães, André Moura, Almeida Lima e Mundinho da Comase, Zé Franco, Gilson Andrade, Laércio Oliveira, Maria Mendonça, Zeca da Silva e Venâncio Fonseca também foram à sessão, além do senador Eduardo Amorim.