Protestos param Maceió
Três protestos infernizam a vida dos moradores de Maceió desde o início da manhã desta quinta-feira (12). Além da paralisação anunciada pelos rodoviários, houve protesto e paralisação do trânsito na Via Expressa por conta de mudanças feitas pela Prefeitura no trânsito da região, e também por comerciantes do Mercado da Produção, no bairro da Levada, que protestaram por conta da falta de higiene fechando ruas que dão acesso ao local.
Alagoas247 - Quem depende do transporte coletivo de Maceió está tendo dificuldades para ir de um ponto a outro de Maceió nesta quinta-feira (12). Desde as 9h, os rodoviários estão com as atividades paralisadas na capital como forma cobrar ações de combate à crescente criminalidade. De acordo com o Sindicato dos trabalhadores em Transporte Rodoviário (Sinttro), o protesto, que estava programado para terminar ao meio-dia, deve ser estendido até às 15h, horário em que está marcada uma reunião entre os transportadores e representantes do governo do Estado.
Com a suspensão das atividades, um enorme corredor de ônibus foi formado na Durval de Góes Monteiro e na Fernandes Lima. Por conta disso, o trânsito é lento nas principais vias da capital.
O protesto é contra a insegurança e o grande número de assaltos que tem tido como alvo os trabalhadores da categoria. A ação foi programada nesta quarta-feira (11), depois que um motorista foi assassinado no bairro do Santos Dumont, enquanto se dirigia ao trabalho.
De acordo com o Sinttro, Écio Ângelo, a intenção não é atrapalhar a rotina dos condutores, mas cobrar melhorias que vão beneficiar também os usuários dos coletivos, que também são vitimados pelos assaltos.
“Nós não vamos impedir o fluxo de veículos. O problema é que estamos convivendo diariamente com a insegurança. Saímos para trabalhar com medo e não sabemos se vamos voltar para casa”, ressalta o sindicalista.
De acordo com Écio, somente esse ano, mais de 400 assaltos a ônibus já foram registrados na capital alagoana. Em alguns casos, segundo ele, os rodoviários chegaram a ser agredidos pelos criminosos.
“Queremos que o governo aumente o efetivo da polícia, que convoque as mil pessoas aprovadas no concurso. Sabemos que isso não vai resolver o problema, mas pode amenizar. Do jeito que está não dá para continuar”, diz.
Via Expressa
Um protesto, na manhã desta quinta-feira (12), fechou os dois sentidos da Avenida Menino Marcelo, bem em frente ao supermercado que acaba de ser inaugurado. Os moradores reclamam da mudança no tráfego, providenciadas pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT) justamente por conta do novo empreendimento. O fluxo ficou interrompido nos dois sentidos da via, que é bastante movimentada.
Os manifestantes espalharam pneus pela pista e atearam fogo para impedir a passagem de veículos. O trânsito parou tanto para quem se deslocava da parte alta para a baixa como no sentido contrário.
Os moradores reclamam que a construção do supermercado criou o retorno para o acesso ao Cambuci, que não existia. Agora, os condutores precisam pegar o uma via ao lado da Menino Marcelo para retornar e ter acesso à Avenida Milton Hênio de Gouveia, que, agora, passa a ser mão única – sentido Cambuci-Via Expressa.
Além desta crítica, os manifestantes revelam que a SMTT suspendeu a passagem de três linhas de ônibus pela região. Segundo eles, deixaram de circular os coletivos que fazem o trajeto Village/Trapiche, Forene Cambuci e Dubeaux Leão.
“As mudanças deixaram os pontos de ônibus muito distantes também. Com o fim das linhas aqui, temos a certeza de que vão aumentar os assaltos, homicídios e agressões, que já são frequentes nesta região”, afirmou um dos que estavam no protesto.
Militares do 5º Batalhão foram mobilizados e, assim como agentes da SMTT, tentaram negociar a liberação da pista. Motoristas de empresas de ônibus também propuseram a instalação de um ponto de ônibus na área em que o supermercado foi construído. A direção do estabelecimento ainda não se pronunciou sobre a sugestão.
Mercado da Produção
Na manhã desta quinta-feira (12), comerciantes do Mercado da Produção, no bairro da Levada, em Maceió, fizeram um protesto contra a falta de estrutura no local, que recebe centenas de clientes diariamente.
O grupo de comerciantes queimou pneus e impediu o fluxo de veículos na principal rua de acesso ao mercado, deixando o trânsito complicado no local.
Eles reclamam da lama e da sujeira provocadas pela falta de asfalto no entorno do Mercado da Produção. E alegam que os problemas prejudicam as vendas e reduzem o número de clientes que procuram o local.
Os comerciantes cobram uma atitude por parte do Município para resolver o problema.
Com gazetaweb.com