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PSB convida ministro do STF para o Senado

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto teria recebido convite do governador de Pernambuco e presidente do PSB, Eduardo Campos, para concorrer ao Senado; curiosamente, antes de ser ministro do STF, Ayres Britto foi candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhdores; era o "Carlim do PT"; será que o julgamento foi um trampolim político?

PSB convida ministro do STF para o Senado

247 - Ainda não se sabe se Joaquim Barbosa será um dia candidato a presidente da República, mas o ministro Ayres Britto, que já foi candidato a deputado federal pelo PT no passado, como "Carlim do PT", recebeu um convite para se filiar ao PSB e ser candidato ao Senado em 2014. A informação foi publicada na coluna de Claudio Humberto. Leia:

EDUARDO CAMPOS CONVIDA AYRES BRITTO PARA O PSB

O governador de Pernambuco, Eduardo Campos, convidou presidente do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Britto, que se aposenta este mês, a se filiar ao PSB. Segundo socialistas, o convite foi feito na colocação de busto do então ministro Djaci Falcão na entrada do TRF-5 na segunda-feira. O PSB cogita lançá-lo ao Senado no Distrito Federal em 2014, onde o ministro tem domicílio eleitoral e goza de prestígio. 

EM ALTA
Os socialistas avaliam que o ministro teria mais chance em Brasília, onde vai morar, devido à popularidade com julgamento do mensalão.

Abaixo, o noticiário da Agência Brasil sobre a aposentadoria de Britto:

Débora Zampier
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Britto, cancelou ontem (7) a sessão extraordinária marcada para a próxima sexta-feira (9). O ministro fez o anúncio ao suspender o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, na noite desta quarta-feira.

Ao lançar a sessão extra, a ideia inicial de Britto era adiantar o julgamento da Ação Penal 470, mas a ausência do ministro-revisor Ricardo Lewandowski fez o presidente mudar de ideia. Ele excluiu o processo do mensalão e estabeleceu uma pauta com apenas três processos. Mesmo assim, precisou voltar atrás por falta de quórum.

Britto tem afirmado que pretende encerrar o julgamento do mensalão antes de sua aposentadoria. O último dia de trabalho é a sexta-feira da semana seguinte (16), e há apenas mais três sessões agendadas até lá. O ministro tem dito nos bastidores que pretende convocar uma nova sessão extraordinária em seu último dia de trabalho, mas ainda não há confirmação por parte dos demais ministros.

Mesmo com o esforço do presidente, já é dado como certo que Britto deve deixar a Corte sem participar dos debates finais sobre as penas dos condenados do mensalão. Em quatro sessões dedicadas à dosimetria da pena, os ministros conseguiram fixar a pena completa de Marcos Valério e parte da pena de seu ex-sócio, Ramon Hollerbach. No total, a Corte precisará discutir a pena de 25 réus, a maioria deles condenada por mais de um crime.