"PSB não será biombo para quem perdeu as eleições"
Para o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, as declarações do governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, sobre o PSB “saber onde quer chegar em 2014”, tiveram como objetivo o crescimento orgânico do partido nas próximas eleições, ampliando o número de estados e a bancada do partido no congresso nacional em 2014; apesar disto, o dirigente observa que a legenda não servirá de biombo para nenhum partido que perder as eleições
Paulo Emílio_PE247 - Para o vice-presidente nacional do PSB, Roberto Amaral, as declarações do governador de Pernambuco e presidente nacional da legenda, Eduardo Campos, sobre o PSB “saber onde quer chegar em 2014”, tiveram como objetivo o crescimento orgânico do partido nas próximas eleições, ampliando o número de estados e a bancada do partido no congresso nacional em 2014. “Não existe nenhuma candidatura ou pré-candidatura colocada. Isso só existe na imprensa. Muito embora todo partido deseje a Presidência da República são muitas as variáveis até 2014. O PSB não vai entrar em aventuras. Queremos o melhor para o país”, afirmou.
Segundo o socialista, até o momento não existe nenhum indicativo para que o partido lance o nome de Eduardo Campos como candidato à presidência nas próximas eleições. Para ele, o essencial neste momento é garantir o apoio ao governo da Presidente Dilma Rousseff (PT) de maneira a enfrentar os problemas e as crises que têm surgido com frequência.
“São muitos os problemas que tem aparecido e o PSB está ao lado de Dilma neste processo. Esta história de candidatura não existe. São muitas as variáveis para que isto aconteça. São variáveis políticas, no campo econômico, entre outras. Qual partido sabe o que vai acontecer de hoje até 2014? Nenhum sabe. Desejamos crescer, mas com responsabilidade e compromisso”, diz o dirigente.
Apesar de alguns setores do PT já verem o aliado PSB como um possível rival no que diz respeito à reeleição de Dilma Rousseff em 2014, Amaral diz que a relação entre os dois partidos é “excelente”. Segundo ele, a interlocução entre Eduardo Campos e a presidente é a melhor possível, não existindo arestas a serem aparadas.
“Tem havido muita especulação em torno disto. No discurso que Eduardo proferiu no seminário que o PSB promoveu para os prefeitos eleitos, ele passou 2/3 do tempo tratando de questões nacionais, da importância do governo como um todo. Mas o que se viu pela imprensa foi só uma parte. Sim, queremos e sabemos onde vamos chegar em 2014, mas naquele instante o Eduardo falava sobre o partido ampliar a bancada e o número de governadores”, observou. Ele acrescenta que os “ruídos” se devem ao período pós-eleitoral, sendo perfeitamente compreensíveis. “Foi assim na última eleição para governador e agora foi assim nesta eleição para prefeito. É normal”, comentou.
Apesar da defesa me torno da aliança entre PSB e PT, Amaral observa que o cenário político é volátil e que ninguém sabe o que pode acontecer em um futuro próximo. “ Ninguém pode prever o futuro, mas o PSB não vai servir de biombo para partido que perder as eleições”,. Garantiu.