PSB pode expulsar deputado "ex-gay" amigo de Feliciano

Auto intitulando-se "ex-gay", "ex-drogado" e "ex-bandido", o deputado Pastor Sargento Isidório disse em culto religioso que o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara sofre perseguição religiosa e que ele tem razão quando diz que negros e homossexuais são "amaldiçoados"; advertido pela presidência do PSB na Bahia, Isidório disse que também estava sendo perseguido por "viados" e "viadas" do partido

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Bahia 247

Conhecido Brasil a fora depois de declarar apoio ao polêmico Marco Feliciano (PSC-SP), o deputado Pastor Sargento Isidório pode ser expulso do PSB pelas declarações consideradas ofensivas aos homossexuais.

Auto intitulando-se "ex-gay", "ex-drogado" e "ex-bandido", Isidório disse em culto religioso no último mês de abril que Feliciano sofre perseguição religiosa e que ele tem razão quando diz que negros e homossexuais são "amaldiçoados".

Advertido oficialmente pela presidência do PSB na Bahia, Isidório disse que também estava sendo perseguido por "viados" e "viadas" do partido.

Além do processo que corre contra ele na Comissão de Ética pelas declarações polêmicas sobre homossexualidade, o PSB vai discutir também a permanência do parlamentar na liderança da bancada do partido na Assembleia Legislativa da Bahia.

Apesar das contrariedades dos líderes do PSB, ele assumiu o cargo de líder há uma semana, conforme registrado em publicação no Diário Oficial do Legislativo.

A presidente estadual do PSB, senadora Lídice da Mata, disse que a Comissão de Ética será ouvida e que o deputado também terá oportunidade de fazer sua defesa. Segundo ela, "não é constrangedor" o fato de o parlamentar ser líder da bancada, porém há opiniões divergentes a esse respeito "e o partido é democrático". "O partido precisa se sentir representado".

Ela reforçou que ele entrou na liderança após um acordo de revezamento com o colega, o deputado estadual Capitão Tadeu. Questionado sobre o assunto, Tadeu disse que pessoalmente não traz interferências a condução da bancada em poder de Isidório. "Trata-se de um revezamento natural".

Sensibilidade é cobrada

Alheio à questão, Isidório disse que a liderança em suas mãos é um direito "cabível", em respeito ao "sistema de rodízio", já que existem apenas dois deputados do PSB na Casa, que são ele próprio e o deputado Capitão Tadeu.

Ao comentar o processo disciplinar a que responde, o parlamentar apelou para o discurso religioso, mas também disse confiar nas lideranças do partido para que não venha a sofrer com medidas negativas, em relação a sua continuidade no PSB.

"Prefiro acreditar na sensibilidade e na postura democrática da presidente estadual, a senadora Lídice da Mata e do presidente nacional, o governador (de Pernambuco), Eduardo Campos. Não é possível que só possa ficar quem for favorável a prática deles. Onde está a democracia? Uma vez que não matei, não roubei ninguém, sou um cidadão baiano, todos me conhecem e podem me acessar a hora que quiserem? Não posso ser repudiado por causa de uma fala. Mas, minha vida está nas mãos de Deus".

Apesar das afirmações sobre homossexualidade, o deputado se defende ao dizer que não é "homofóbico". "Apenas tudo o que determina a Bíblia eu busco seguir". Também diz que está preparado para qualquer decisão e confessa até abrir mão do Parlamento em nome de sua crença.

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