PSD pode aderir à base governista de Pimentel
Quarta maior força no Congresso Nacional, o PSD, que sempre fez parte da base aliada dos governos tucanos em Minas Gerais, pode aderir apoiar o governador Fernando Pimentel (PT); mas a possível aliança enfrenta resistências dentro do PSD, que tem quatro parlamentares na bancada estadual; segundo o presidente do partido em Minas, deputado federal Alexandre Silveira, não existe ameaça de punição para quem não aderir ao governo Pimentel
Minas 247 - Quarta maior força no Congresso Nacional, o PSD, que sempre fez parte da base aliada dos governos tucanos em Minas Gerais, pode aderir apoiar o governador Fernando Pimentel (PT). Mas a possível aliança enfrenta resistências dentro do PSD, que tem quatro parlamentares na bancada estadual. A decisão será tomada na próxima semana.
O principal integrante da legenda contrário ao apoio do partido ao governador é o deputado estadual Duarte Bechir (PSD), que foi vice-líder de governo na administração anterior. Caso o PSD passe mesmo para a situação, o parlamentar pode deixar o partido, com o aval da direção estadual.
Um dos parlamentares do PSD, Fábio Cherem já apoiava Pimentel desde a campanha eleitoral. A tendência é que essa posição seja seguida pelo deputado Wilson Batista e por Cássio Soares, que foi secretário de Desenvolvimento Social no governo Alberto Pinto Coelho (PP) e de seu antecessor Antonio Anastasia (PSDB), eleito senador.
Os deputados estaduais reuniram-se com Pimentel e o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab (SP), nomeado ministro das Cidades pela presidente Dilma Rousseff (PT). Nada foi definido. As informações são do Estado de Minas.
De acordo com o presidente do partido em Minas, deputado federal Alexandre Silveira, não existe ameaça de punição para quem não aderir ao governo Pimentel. O deputado, que é suplente Anastasia, afirmou que não tem posição pessoal formada sobre o assunto e que delegou a decisão à bancada do partido.
Silveira disse, ainda, que independentemente da posição tomada, "a legenda não pode ser contra os mineiros e os brasileiros que escolheram nas urnas seus representantes".