PSDB pede afastamento de petista da CPI da Petrobras
Líder do partido na Câmara, Antônio Imbassahy defende "o imediato afastamento" do relator da CPI da Petrobras, senador José Pimentel (PT-CE), "por não reunir as condições necessárias para o cargo, como isenção"; tucano se refere a informação de que Pimentel teria passado previamente as perguntas que seriam feitas aos envolvidos na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, como o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli
Bahia 247 - O Líder do PSDB na Câmara, deputado Antônio Imbassahy (BA), defende "o imediato afastamento" do relator da CPI (comissão parlamentar de inquérito) da Petrobras, senador José Pimentel (PT-CE), "por não reunir as condições necessárias para o cargo, como isenção".
Para Imbassahy, o presidente do colegiado, senador Vital do Rêgo (PMDB-PB), "tem o dever moral de afastá-lo imediatamente, de ofício, e ao mesmo tempo mandar verificar se não ocorreu a mesma farsa na CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito - feita por Câmara e Senado) da Petrobras, também em andamento".
O tucano se refere a denúncia de Veja de que Pimentel teria passado previamente as perguntas que seriam feitas aos envolvidos na compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, como o ex-presidente da estatal José Sérgio Gabrielli, atualmente secretário do Desenvolvimento da Bahia.
"Lamentavelmente, o fato coloca sob suspeição os depoimentos prestados na CPMI, uma vez que as perguntas eram muitas vezes idênticas àquelas feitas na comissão do Senado. Além disso, os personagens citados eram presença frequente também na CPMI, onde possivelmente orquestraram o mesmo teatro", afirmou Imbassahy em nota à imprensa.
"Outra dúvida que se estabelece é em relação à presidente Dilma: ela tinha ciência de que servidores do prédio anexo ao Palácio do Planalto e os dirigentes da Petrobras estavam atuando contra os interesses do País? Ela, como superiora, tem responsabilidade pelos atos dos seus subordinados na Secretaria de Relações Institucionais (SRI) – assim como o titular da pasta, Ricardo Berzoini, ex-presidente do PT, já envolvida em casos semelhantes no passado. Ou, mais uma vez, recorrerá ao usual 'não sabia de nada', confirmando que de fato não possui qualquer comando sobre sua própria equipe nessa operação criminosa", diz o deputado.
Caso o senador Vital do Rêgo não determine o afastamento do relator imediatamente (medida que Imbassahy classifica de "esperada e óbvia"), o líder tucano adiantou que entrará com mandado de segurança nesse sentido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF), para que assim seja garantido o direito parlamentar de fiscalização da administração pública, "prejudicado neste caso por uma atuação partidária do relator e, mais grave ainda, com participação de membros do próprio Executivo".
"A reiterada intervenção do Palácio do Planalto e de membros do alto escalão do Governo Federal mostram que se trata de uma ação orquestrada, partidária, e não um fato isolado. É essencial, como forma de garantir o mínimo de credibilidade à CPMI, voltarmos a tradição de divisão de cargos nas comissões de inquérito entre oposição e base aliada – presidência para um, relatoria para outro".
Imbassahy lembra da "confessa articulação" do ministro José Eduardo Cardozo junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) para adiar o julgamento da compra da usina de Pasadena.
Líder do PSDB disse que está "estudando tomar outras medidas", como uma representação junto à Procuradoria-Geral da República (PGR) para investigar possível prática de falso testemunho pelos depoentes e outra solicitando investigação de improbidade dos servidores citados, caso se comprove que revelaram documentos ou fatos sigilosos utilizando-se do cargo que – já que servidores do Executivo e do Legislativo foram comprovadamente usados para auxiliar no treinamento dos depoentes.
