PT de BH vai para eleição dividido novamente

H quatro anos, grupo do partido debandou e no apoiou a posio oficial de apoio a Marcio Lacerda. Agora, ele d o prazo para at 40 de junho para o diretrio retirar o PSDB da aliana pela reeleio

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Minas 247 - Quatro anos depois, a história se repete, embora com suaves diferenças. O PT voltará a ficar bem dividido em uma eleição para prefeito de Belo Horizonte. O partido, que até a vitória do atual prefeito, Marcio Lacerda, ficou anos no poder na cidade, vai tentar emplacar a vice-prefeitura novamente, mas sem parte relevante de sua militância.

O atual vice-prefeito, que brigou com Lacerda no ano passado, diz que a ala do PT contrária à aliança com o PSDB a favor da reeleição aprovou um ultimato ao diretório nacional: até 30 de junho, ele deverá articular uma retirada dos tucanos da coligação.

Em 2008, o PSDB participou da campanha pró-Lacerda apenas informalmente. Este ano, contudo, nada indica que isso se repetirá. Uma outra ala do PT, liderada pelo ministro Fernando Pimentel, aceita a aliança formal com os tucanos, registrada no chapão que apoiará Lacerda.

Leia matéria do repórter Leonardo Augusto no jornal Estado de Minas

Ameaça de debandada ronda o PT em Belo Horizonte

A ala do PT contrária à união do partido com o PSDB para reeleição do prefeito Marcio Lacerda (PSB) aprovou nessa quarta-feira ultimato ao diretório nacional da legenda para que articule a retirada dos tucanos da aliança até 30 de junho. Em caso contrário, o presidente da sigla na cidade, o vice-prefeito da capital Roberto Carvalho, afirma que o grupo do do PT sob seu controle, cerca de 40% dos delegados municipais, não participará da campanha de Lacerda. “Se quiserem o partido por inteiro, o PSDB tem que sair”, afirma Carvalho, que defendia a candidatura própria nas eleições de outubro.

No último domingo, durante encontro municipal, o partido aprovou com 291 votos a favor, 196 contra e três nulos a reedição da parceria de 2008, com o PSB e o PSDB, em torno da candidatura de Lacerda. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a direção nacional do PT pressionaram para a reedição da aliança.

Em reunião ontem, o grupo de Roberto Carvalho decidiu ainda que não participará das discussões para escolha do nome para vice na chapa de Lacerda, marcada para dia 29, caso os tucanos sigam na coligação. Um manifesto, que o vice-prefeito tratou como “da resistência do PT”, também foi lançado. O texto diz que o no domingo “não foi aprovada uma resolução, mas os termos de uma rendição e faz um mea culpa: “A verdade é que erramos em 2008”.

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