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PT já defende aliança com partidos pró-golpe

Um dos nomes mais próximos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-prefeito de São Bernardo dos Campos Luiz Marinho defendeu que o Partido dos Trabalhadores deve seguir em frente e permitir alianças mesmo com legendas que apoiaram o golpe contra Dilma Rousseff; Marinho, que é presidente do PT em São Paulo e pré-candidato ao governo do Estado, defendeu a mudança como forma de “recuperar a maioria do povo brasileiro”; "Vamos precisar de uma grande aliança para governar, no Congresso. Mas isso pode se dar no processo eleitoral ou pós-eleições. Agora vamos analisar no sentido de ganhar a eleição. Depois se tomam providências sobre composição da base no Congresso", afirmou

11/04/2017- São Paulo, SP, Brasil- Plenária dos movimentos sociais em apoio a Luiz Marinho - presidente PT-SP. Fotos: Roberto Parizotti / CUT (Foto: Giuliana Miranda)

SP 247 - O ex-prefeito de São Bernardo Luiz Marinho é um dos petistas mais próximos ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-ministro do Trabalho e da Previdência, o ex-prefeito, alçado ao posto de pré-candidato ao governo de São Paulo, afirmou que o PT tem de rever, para as eleições de 2018, a proibição de alianças com os partidos que apoiaram o golpe contra Dilma Rousseff para “recuperar a maioria do povo brasileiro”.

Presidente estadual do PT em São Paulo, Marinho disse que uma candidatura do ex-prefeito Fernando Haddad ao Senado depende de convencer o vereador Eduardo Suplicy a disputar uma vaga na Câmara. Sobre o PSDB, seu adversário direto na corrida ao governo do Estado, afirmou que está na hora de o partido sair do Palácio dos Bandeirantes.

"Veja, nós temos que recuperar bases. A maioria do povo também apoiou o impeachment e nós queremos recuperar a maioria do povo. Não vejo a necessidade de um grande arco de alianças para a candidatura do Lula. Vamos precisar de uma grande aliança para governar, no Congresso. Mas isso pode se dar no processo eleitoral ou pós-eleições. Agora vamos analisar no sentido de ganhar a eleição. Depois se tomam providências sobre composição da base no Congresso."

As informações são de reportagem de Ricardo Galhardo no Estado de S.Paulo.