PT: sem prévias em São Paulo e no resto do país

Partido impe nome de Haddad na capital paulista e deve seguir o mesmo expedienteem capitais sem candidaturas unnimes; presidente Rui Falco nega excluso da militncia

PT: sem prévias em São Paulo e no resto do país
PT: sem prévias em São Paulo e no resto do país (Foto: ANDERSON BARBOSA/AGÊNCIA ESTADO)
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247 – A dispensa das prévias partidárias para a escolha do ministro da Educação, Fernando Haddad, como representante do PT nas próximas eleições municipais em São Paulo tem efeitos para além da capital paulista. Para bom entendedor, o recado está dado: nas capitais onde houver divergências internas o candidato será imposto sem consulta às bases, um processo que poderia desgastar as candidaturas antes mesmo do início do pleito.

Para o Rio de Janeiro, a aposta do PT nacional e, portanto, do PT-RJ é o atual prefeito Eduardo Paes – o acordo com o PMDB já foi fechado e vale a indicação do vice da chapa aos petistas. A dispensa de prévias também deve resolver, por exemplo, o impasse em Porto Alegre, onde o PT rachou entre os entusiastas de uma candidatura própria e os apoiadores da candidatura da deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB) ou do atual prefeito José Fortunati (PDT).

O partido também está indeciso em Curitiba, mas a cúpula nacional apoia o ex-deputado Gustavo Fruet, que recentemente deixou o PSDB para se filiar ao PDT. Os petistas contam com o apoio de Fruet a uma possível candidatura da ministra da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), ao governo do Paraná em 2014. Mais uma vez, a vontade das lideranças nacionais deve prevalecer.

Mas é em praças onde a briga está mais embolada que a dispensa de prévias deve trazer mais benefícios ao partido. A sucessão em Fortaleza, por exemplo, conta com pelo menos 13 pré-candidatos petistas. Em Belo Horizonte, a briga entre o vice-prefeito petista Roberto Carvalho e o prefeito Márcio Lacerda (PSB) ainda deve dar muita dor de cabeça ao partido, cuja cúpula nacional defende a manutenção da parceria com o PSB para o próximo ano.

Na Bahia, o partido está com Nelson Pelegrino, mas ainda tenta conter aliados com pretensões à Prefeitura, como Alice Portugal (PC do B) e Lídice da Mata (PSB). No Recife, a disputa interna é entre o prefeito João da Costa e o ex-prefeito João Paulo. A única certeza é de que a decisão entre os dois não deve ser feita pela militância.

Bases

Apesar da dispensa de prévias em São Paulo e da tentativa de comandar as escolhas em outros estados, o presidente nacional do PT, deputado estadual Rui Falcão, minimizou a pouca participação da militância na definição de candidaturas. "Lula nunca impôs sua vontade no PT, ele expressa a sua opinião", disse o dirigente, reconhecendo, contudo, que a opinião de Lula "tem um peso muito grande", mas não foi o fator determinante na escolha de Haddad. Segundo Falcão, a escolha é resultado de um consenso interno.

"Diferente de outros partidos que escolhem seus candidatos numa mesa de restaurante, o PT sempre foi reconhecido como partido que escolhe seus candidatos pela via democrática, seja como se deu aqui (por acordo), seja nos encontros de delegados ou em prévias, como já tivemos, sem que isso representasse fracionamento do PT", completou.

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