PTB volta para Edivan: é mais tempo de propaganda eleitoral para Eduardo
Para o jornalista Diógenes Brayner, “a reconquista do PTB não foi apenas através do mérito da cúpula do PSC&Cia, mas também de certa inércia do deputado federal Almeida Lima, que não conseguiu avançar um milímetro durante o período (mais ou menos três meses) que o partido esteve em suas mãos”; já o jornalista Cláudio Nunes diz que “Edivan não só conseguiu recuperar o diretório do PTB de Sergipe, como também mostrou que para fazer política é preciso muita habilidade”; PTB é, entre os partidos que Edivan comanda, o que possui o maior tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral
247 – Durou muito pouco a passagem do deputado federal Almeida Lima pela direção do PTB em Sergipe. Depois de retirar o partido das mãos de Edivan Amorim, que o presidia, Almeida viu a sigla retornar ao agrupamento da oposição nesta semana, depois de uma ação articulada de Amorim junto ao ex-deputado federal Roberto Jefferson. O PTB era – e agora volta ser – o principal partido no balaio de siglas comandado por Edivan. É o que mais tem tempo de rádio e TV na propaganda eleitoral para turbinar a candidatura do senador Eduardo Amorim (PSC) ao governo em 2014.
Para o jornalista Diógenes Brayner, “a reconquista do PTB não foi apenas através do mérito da cúpula do PSC&Cia, mas também de certa inércia do deputado federal Almeida Lima, que não conseguiu avançar um milímetro durante o período (mais ou menos três meses) que o partido esteve em suas mãos”.
Já o jornalista Cláudio Nunes diz que “Edivan não só conseguiu recuperar o diretório do PTB de Sergipe, como também mostrou que para fazer política é preciso muita habilidade”. “O nó que ele destrinchou deixou numa situação delicada o deputado federal Almeida Lima que tinha se transferido para o PTB num acordo com Jackson Barreto”.
Segundo a jornalista Raissa Cruz, é provável que Almeida (agora sem partido) retorne ao PMDB, sigla pela qual se elegeu e da qual saiu para ingressar no PPS, partido pelo qual concorreu ao cargo de prefeito de Aracaju em 2012.
Abaixo os comentários dos colunistas na íntegra:
Diógenes Brayner
Desde quando o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) foi entregue ao deputado federal Almeida Lima, interpretado como uma vitória sobre o bloco de oposição, que Edvan Amorim achou ter perdido apenas uma batalha. Por isso, manteve o confronto para a reconquista da sigla, em uma “guerra” que terminou terça-feira passada.
O PTB voltou às mãos de Edvan e é ele o presidente regional em Sergipe. Tudo no mais absoluto sigilo, mesmo que tenha circulado a informação de que ele fora ao Rio de Janeiro, ao lado do ex-deputado Gilton Garcia, para uma conversa com o também ex-deputado Roberto Jefferson, influente nas decisões da Direção Nacional do partido.
A presença no Rio foi desmentida e o bloco oposicionista em Sergipe mergulhou em relação à reconquista da legenda trabalhista. Mas a insistência não cessou até que se deu a vitória, com a retomada da sigla. Não dá para negar que Edvan Amorim atua como poucos nesse jogo de adquirir partidos para integrar o seu bloco e melhorar o tempo do grupo nos programas eleitorais.
Faz isso com reconhecida competência, assim como também consegue manter junto a ele um conglomerado político que demonstra fidelidade canina à sua liderança, mesmo estando na oposição. A possibilidade de chegar ao Governo em 2014 é o que segura aliados sempre dispostos a recuar agora para avançar depois, embora não haja segurança em um resultado favorável nas eleições do próximo ano.
A reconquista do PTB não foi apenas através do mérito da cúpula do PSC&Cia, mas também de certa inércia do deputado federal Almeida Lima, que não conseguiu avançar um milímetro durante o período (mais ou menos três meses) que o partido esteve em suas mãos.
Uma boa conversa do senador Eduardo Amorim (PSC), deputado André Moura (PSC) e de Edvan Amorim com o presidente nacional do PTB, Benito Gama, consolidou a retomada da legenda nesses período de conversas. Além disso, Eduardo e André sempre mantiveram um relacionamento estreito com senadores e deputados trabalhistas, o que facilitou o processo de transferência, o que se deu com simplicidade e sem alarde
Cláudio Nunes
PTB: Edivan mostra que “quem ri por último, ri melhor”
O empresário Edivan Amorim não só conseguiu recuperar o diretório do PTB de Sergipe após reunião com a direção nacional, como também mostrou que para fazer política é preciso muita habilidade. O nó que ele destrinchou deixou numa situação delicada o deputado federal Almeida Lima que tinha se transferido para o PTB num acordo com Jackson Barreto. Resta saber como ficará agora a relação dos dois primos.
Raissa Cruz
A satisfação do deputado federal Almeida Lima (PTB) de retirar das mãos do empresário Edivan Amorim, em junho deste ano, a presidência do PTB em Sergipe, conquista essa que chegou a ganhar o apoio do governador em exercício Jackson Barreto (PMDB), durou pouco. Nesta quarta-feira, 04, o PTB oficializou a retransferência a presidência do partido para Edivan Amorim, junto ao Tribunal Superior Eleitoral e ao Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe, bem como, restituiu a vice-presidência ao ex-deputado federal Gilton Garcia. A decisão aconteceu ainda na noite de terça-feira, 03, entre as lideranças do PTB. E informações dão conta que o presidente nacional licenciado do partido, o ex-deputado federal Roberto Jefferson (RJ), por telefone, disse Gilton Garcia que “a entrega do partido a Almeida Lima foi um equivoco, um erro cometido por um dos diretores do partido”. Comemorando a retomada do PTB, Edivan diz que iniciará já nesta quinta-feira, 05, a reorganização do PTB em Sergipe.
Abrigo no PMDB
Especula-se que o deputado federal Almeida Lima, sem legenda, já está em busca de outro partido. O caminho pode ser o PMDB. Vejamos se Jackson Barreto, que contribuiu com a “tomada” do PTB e havia dito que "Almeida se credenciou a integrar a base do governo" depois da "rasteira que deu em Edivan", à época, dá agora abrigo ao primo.