“Quando a polícia é política, ela não é de Estado e sim de um governo”

O deputado federal, Reginaldo Lopes(PT-MG), acusou o governo Pará, do PSDB, de ser, "inacreditavelmente, omisso"; "Primeiro, ao ser o único estado que não garantiu escolta a Lula e a caravana; depois, por ter substituído o delegado que investigava o atentado"; "Quanto a polícia, ela não é de Estado, mas, sim, de governo", acrescentou

“Quando a polícia é política, ela não é de Estado e sim de um governo”
“Quando a polícia é política, ela não é de Estado e sim de um governo” (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

Minas 247 - O deputado federal, Reginaldo Lopes(PT-MG), acusou, nesta quarta-feira (28), que o governo Pará, do PSDB, de ser, "inacreditavelmente, omisso. Primeiro, ao ser o único estado que não garantiu escolta a Lula e a caravana". "Depois, por ter substituído o delegado que investigava o atentado. “Quanto a polícia, ela não é de Estado, mas, sim, de governo", acrescentou.

Segundo o congressista, o delegado atual considera que o ataque fascista foi um atentado patrimonial e não uma tentativa de homicídio, como defendia o anterior. Trata-se, portanto, de tentativa de manipulação das investigações.

O delegado da Polícia Civil Hélder Lauria informou nesta quarta-feira (28) que investiga o ataque à caravana do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Paraná como disparo de arma de fogo com dano provocado - o caso não será investigado como tentativa de homicídio.

Segundo o parlamentar mineiro, delegado não deveria presidir inquérito e, ao mesmo tempo, dirigir perícia. Esta precisa ser sempre independente e autônoma para o bem das próprias corporações policiais, pois não despertaria dúvidas sobre as investigações, indução ou condução política nos inquéritos policiais.

Na busca da autoria e materialidade do crime, destaca Reginaldo, a prova tem que ser sempre técnica e científica, elaborada por órgãos que não sofram qualquer interferência externa estranha a sua atividade pericial. “Um dos projetos oriundos da CPI que criei e presidi, de enfrentamento ao homicídio de jovens negros e pobres, é a PEC 117/2015, já aprovado na CCJ, à espera, agora, de votação em Plenário. Visa, justamente,  desvincular   a perícia criminal das estruturas das polícias civis e federal”, destacou.

De acordo com o deputado, enquanto as investigações não obedecerem  esse roteiro necessário, par a garantir transparência ao processo, a sociedade ficará sujeita à manipulação, como a que está produzindo, nesse momento, o governo tucano do Paraná. Este, segundo o deputado mineiro, está instrumentalizando politicamente a polícia, cujas consequências resultam, sempre, em manipulações grosseiras.

 

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