Quatro mil famílias do RS abrem mão do Bolsa Família

Grupo se emancipou do programa após alcançar renda suficiente; secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, disse que “dificilmente haverá uma ação mais nobre por parte do governo do que ajudar famílias a sair da extrema pobreza”; programa RS Mais Igual tem como objetivo retirar as 306 mil pessoas que vivem em situação de miséria no estado

Grupo se emancipou do programa após alcançar renda suficiente; secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, disse que “dificilmente haverá uma ação mais nobre por parte do governo do que ajudar famílias a sair da extrema pobreza”; programa RS Mais Igual tem como objetivo retirar as 306 mil pessoas que vivem em situação de miséria no estado
Grupo se emancipou do programa após alcançar renda suficiente; secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, disse que “dificilmente haverá uma ação mais nobre por parte do governo do que ajudar famílias a sair da extrema pobreza”; programa RS Mais Igual tem como objetivo retirar as 306 mil pessoas que vivem em situação de miséria no estado (Foto: Roberta Namour)
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Débora Fogliatto
Sul 21 - O Salão Negrinho Pastoreio, no Palácio Piratini, ficou lotado nesta segunda-feira (17) ao receber 300 beneficiários do programa RS Mais Igual, representando as milhares de famílias que recebem a complementação de renda. Dentre eles, estavam Aline Araújo, Raquel dos Santos e Eva da Rosa Martins, que abriram mão de seus cartões do programa por terem saído da situação de extrema pobreza. Em todo o estado, são 4 mil famílias que se emanciparam do programa após alcançarem renda suficiente.

O programa é coordenado pela Casa Civil e tem como objetivo retirar as 306 mil pessoas que vivem em situação de miséria no estado. O RS Mais Igual funciona junto com o Plano Nacional Brasil Sem Miséria, como complementação ao Bolsa Família. O programa, que existe desde 2011, atua a partir da transferência de renda, da qualificação profissional e do acesso aos serviços públicos. Nesta segunda-feira, foi apresentado um balanço dos três anos e a entrega simbólica do cartão de três beneficiárias — agora emancipadas — para o governador Tarso Genro.

“Essas 4 mil famílias que abriram mão do programa acessaram as políticas sociais e conseguiram, através da qualificação profissional e da inclusão produtiva no campo, não precisar mais do benefício do RS Mais Igual”, destacou a coordenadora executiva do RS Mais Igual, Paola Carvalho. O secretário-chefe da Casa Civil, Carlos Pestana, falou na mesma linha, afirmando que “dificilmente haverá uma ação mais nobre por parte do governo do que ajudar famílias a sair da extrema pobreza”.

Ele apresentou resultados estatísticos, explicando que a expectativa é alcançar 98 mil famílias até o fim de 2014. São 287 municípios incluídos atualmente, e 90% dos recursos destinados ao RS Mais Renda – parte econômica do RS Mais Igual – são gastos em alimentos pelas famílias. Pestana também destacou que 93% dos beneficiários são mulheres chefes de família, o que foi exemplificado pelas três mulheres, mães solteiras, que entregaram seus cartões.

O governador Tarso Genro foi o último a falar e, visivelmente emocionado, apenas agradeceu a presença dos beneficiários e afirmou que “coisas como essas é que fazem nosso governo valer a pena”.

“Eu venci, vocês também podem”

Aline Araújo mora em Ijuí com sua filha de três anos. Solteira, ela conheceu o Bolsa Família e o RS Mais Igual enquanto grávida, se inscreveu no programa e recebeu o benefício a partir dos quatro meses da bebê. “Fiquei feliz porque ia poder comprar leite e fralda”, contou. Agora, ela cursa Nutrição, o que foi possível a partir do PROUNI, e passou em um concurso municipal que possibilitou que ela trabalhe em uma creche. “Hoje eu consigo ver um futuro melhor para a minha filha, melhor do que a infância que eu tive. E para mim também”, comemorou. Ela foi a primeira a devolver o cartão ao governador.

Outra emancipada do RS Mais Igual é Raquel dos Santos, também de Ijuí, que obteve os recursos por sete anos. Ela trabalhava como faxineira e tinha dois filhos pequenos na época que se inscreveu para o benefício, e não conseguia outro emprego por não ter experiência. Com o sonho de aprender a cozinhar, fez o curso do PRONATEC de auxiliar de cozinha por três meses. “Quando eu estava terminando, fui chamada para trabalhar no hospital da cidade, e hoje sou cozinheira de lá”, relatou, arrancando aplausos do público. “As pessoas que precisam não ficam sentadas. Eu digo para todas as mulheres que estão aqui que nós vamos vencer na vida. Eu venci, vocês também podem”, afirmou.

Abandonada pelo marido há cerca de dois anos, Eva da Rosa Martins é agricultora no município de Pinheirinho do Vale. Ela tem um filho de 13 anos, e contou que o RS Mais Renda mudou sua vida: “consegui comprar materiais escolares para o meu filho, comprar minha casa. Montei minha horta”, relatou. Ela também abriu mão do cartão, garantindo que o projeto é “uma coisa muito boa”.

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