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Quercista diz que PMDB perdeu o rumo em SP

Ex-presidente do diretório municipal da sigla, Bebeto Haddad, hoje filiado ao PTB, afirma que, depois da morte de Orestes Quércia, partido virou partido de gabinete, não tem mais militância: "Tínhamos um acordo. Caminharíamos juntos com o PSDB até 2014. Podendo o PMDB lançar candidato próprio após final do mandato do Kassab ou então em 2014"

Quercista diz que PMDB perdeu o rumo em SP

247 – O ex-presidente do diretório municipal do PMDB Bebeto Haddad, hoje filiado ao PTB, criticou a atuação do PMDB em São Paulo após a morte de Orestes Quércia. Leia a informação de Clarissa Oliveira, do Poder Online, do IG:

‘PMDB virou partido de gabinete’, afirma quercista

O ex-secretário de Esportes da gestão do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) e ex-presidente do diretório municipal do PMDB Bebeto Haddad, hoje filiado ao PTB, afirma que seu antigo partido “perdeu” o rumo depois que o ex-governador Orestes Quércia morreu em 2010.
Bebeto Haddad assumiu a dianteira numa campanha para atrair peemedebistas ligados a Quércia para seu novo partido. Desde a morte do ex-governador, o grupo vem perdendo força no PMDB de São Paulo.

“Tínhamos um acordo, feito por mim e Quércia, para a eleição do ano passado e de 2014. Caminharíamos juntos com o PSDB até 2014. Podendo o PMDB lançar candidato próprio após final do mandato do Kassab ou então em 2014. E Quércia seria candidato ao Senado. Não imaginávamos que Quércia fosse morrer prematuramente. Ao morrer, o partido tomou outro rumo, virou partido de gabinete, não tem mais militância”, afirma Haddad.

Segundo ele, o vice-presidente da República, Michel Temer, atuou diretamente nesse processo, ao endossar a candidatura do deputado Gabriel Chalita à prefeitura paulistana no ano passado.
“Temer é muito forte, mesmo que eu não quisesse, ele usaria a força que tem pra fazer intervenção em São Paulo. Ele me pediu que, se não atendesse (a ele), podíamos levar a maior derrota política da história. Éramos amigos e fizemos um compromisso de que ele não mexeria na base do partido. Mas logo depois que Chalita assumiu o partido, já começaram as trocas dos militantes por pessoas novas que nem conheciam direito a história do partido”, afirmou Haddad.

Por meio da assessoria, Temer afirmou que sempre respeitou a base e a maioria do partido e que nunca houve cerceamento da militância. Chalita não quis se manifestar.