“Queria fazer um filme que tivesse sufoco, drama e choro”

Em entrevista ao Brasil 247, o diretor Tadeu Jungle fala de O Amanh Nunca Mais, seu primeiro longa-metragem

“Queria fazer um filme que tivesse sufoco, drama e choro”
“Queria fazer um filme que tivesse sufoco, drama e choro” (Foto: Divulgação)
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Aline Oliveira_247- Mesmo com quase três décadas de experiência em filmes publicitários, vídeoarte, documentários sobre teatro e literatura e uma carreira consolidada, Tadeu Jungle queria se arriscar, fazer algo novo.

Por isso, impôs-se o desafio de dirigir um longa-metragem, feito nunca realizado em sua trajetória. Para pôr em prática, Jungle se reuniu com o roteirista Maurício Arruda e com o publicitário Victor Knijni. Juntos criaram a história de Walter, um médico-anestesista, vivido por Lázaro Ramos, que trabalha em excesso, vive uma crise no casamento e não sabe dizer não.

Essa é a trama principal de “O Amanhã Nunca Mais”, que, além de Lázaro Ramos, tem no elenco grandes atores nacionais, como Maria Luisa Mendonça, Fernanda Machado, Luis Miranda e Paula Braun. Lançado pela Fox Filmes, o longa estreia nesta sexta-feira em todo o país.

Leia a entrevista de Tadeu Jungle ao Brasil 247:

247- Você tem uma longa trajetória na publicidade, documentários e programas de tv. Por que decidiu fazer um longa-metragem?
Tadeu Jungle - Há um tempo já tinha a ideia de fazer um longa. Já tinha filmado para vídeo-arte, TV, publicidade e trabalhado em tantas outras áreas que achei que deveria correr esse risco, porque gosto de me desafiar, de me arriscar.

247-Quando e como você teve a ideia central do filme?
TJ- Em 2007, conversei com dois amigos, o Maurício Arruda e o Victor Knijni. Começamos a trocar ideias sobre a história e chegamos à conclusão de mostrar a vida de um homem que se transforma em uma única noite. Após fechar as ideias, roteirizamos e iniciamos as filmagens em 2009.

247- Como foi a seleção dos atores?
TJ- Quando fechei a história do anestesista Walter, logo pensei no Lázaro Ramos. Pela experiência que ele tem e pelo ator que ele é, achei que seria perfeito para o papel. Após ele aceitar meu convite e embarcar nessa, as coisas ficaram mais facéis.

247- O que achou de fazer uma comédia? E por que esse viés dramático?
TJ- Comédia não é um gênero diferente para mim. Mas neste filme, eu não queria fazer uma comédia tradicional, queria algo diferente, com mais apelo emocional, mais informação. Minha intenção não era fazer um 'comedião', mas sim propor um enredo em que tivesse sufoco, drama e choro.

247- O filme foi exibido no Festival de Cinema do Rio e na 35ª Mostra Internacional de Cinema em SP. Qual a expectativa agora com a estreia nacional?
TJ- Sempre há uma tensão antes de qualquer estreia. Por ser um trabalho de tanto tempo, por ter ficado 'cozinhando' tanto, elaborando etc. O público do Festival do Rio gostou muito, deu risada. Na Mostra de São Paulo aconteceu a mesma coisa. Além disso, a crítica foi muito boa. Acredito que o pessoal vai gostar.

247- O que o público pode esperar de “O Amanhã Nunca Mais”?
TJ- Diversão, excelente elenco, fotografia e música, que aliás o Arnaldo Antunes fez exclusivamente para o longa. É um entretenimento, mas que provoca uma reflexão sobre a trajetória de cada um. Por que não começar de novo? Por que não trocar sua vida de canal? Por que não escrever outra história? Essas questões estão colocadas no filme.

Assista ao trailer

 

 

 

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