'Reabrir agora é suicídio', afirma empresário que decidiu manter portas fechadas em SP

A posição favorável à reabertura de algumas atividades econômica não é unânime em São Paulo. De acordo com Gerson Higuchi, do Apple Wood, por exemplo, o fim da quarentena espaço criaria mais gastos sem garantia de retorno financeiro diante do movimento fraco. "Reabrir agora é suicídio, significa falência", disse

Restaurante em São Paulo durante pandemia de Covid-19
Restaurante em São Paulo durante pandemia de Covid-19 (Foto: REUTERS/Rahel Patrasso)
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247 - Um grupo de donos de bares e restaurantes de São Paulo manteve as portas fechadas mesmo após autorização do governo estadual para a reabertura. Empresários alegaram falta de segurança para funcionários e clientes, expectativa de baixo movimento e receio de falência. De acordo com Gerson Higuchi, do Apple Wood, a reabertura do espaço criaria mais gastos sem garantia de retorno financeiro diante do movimento fraco. Os relatos foram publicados na BBC Brasil

"Nós ainda não atingimos o pico da pandemia. Agora, no inverno, os casos podem aumentar e, possivelmente, o governo terá de fechar novamente o comércio. Entendo quem está desesperado, também estou. Mas preferi esperar do que reabrir agora e ter de fechar de novo daqui a 30 dias. Qualquer movimento que eu tome sem planejar muito bem pode ser fatal para minha empresa. Reabrir agora é suicídio, significa falência", disse.

"Teríamos que recontratar os funcionários, aumentar o estoque e outros gastos, além de reformular a operação sem garantia de que o movimento volte a crescer. Vi pesquisas mostrando que a grande maioria das pessoas não está disposta a sair de casa ainda", acrescentou ele, que durante a pandemia demitiu 17 dos antigos 20 funcionários.

Gabriel Pinheiro, da pizzaria Villa Roma, afirmou que opera "de maneira enxuta, com poucos funcionários. Suspendemos os contratos de 70% do nosso pessoal. Se reabrir, teria de trazê-los de volta sem perspectiva de que o faturamento iria aumentar novamente". 

Segundo o empresário, a operação por delivery rende somente 20% da arrecadação do restaurante antes da pandemia, volume que não paga nem os custos fixos de suas duas unidades, como salários, fornecedores e aluguel. "Hoje temos um prejuízo semanal de R$ 10 mil em cada pizzaria", acrescentou.

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