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Reajuste na passagem pode aumentar tensão nas ruas

Em menos de dois meses, terminais de ônibus já foram fechados por manifestantes e dois protestos de rua foram realizados; revolta dos usuários contra caos no transporte coletivo tem a mesma motivação de 2013: atrasos nas linhas, filas enormes, ônibus velhos e terminais mal cuidados; prefeitura e sindicato das empresas não assumem, mas nos bastidores é dado como certo o aumento da passagem (hoje R$ 2,70) para mais de R$ 3,00 logo depois do Carnaval; temor das autoridades é pelo surgimento de uma onda de protestos violentos; pela internet; grupos atacam poder público e prometem novas manifestações

Na foto geral no terminal Praça da Biblia. Materia sobre suários revoltados com atrasos de ônibus fecham terminal em Goiânia. Editoria de Cidades. Local: Terminal Praça da Biblia. 17/02/2014 Foto: Wesley Costa (Foto: José Barbacena)

Goiás247 - O segundo mês de 2014 nem acabou e as ruas de Goiânia já foram receberam duas manifestações contra o caos no transporte coletivo da Capital. E mais. Por duas vezes, usuários indignados fecharam e interditaram terminais de ônibus, o do Novo Mundo e o do Praça da Bíblia, nesta segunda-feira (17).

Os motivos dos protestos e atos contra o poder público e as empresas são os mesmos do ano passado que culminaram com a onda de protestos pelo País. Atraso nos ônibus, frota reduzida, péssimas condições terminais, filas enormes anda atormentam quem precisa pegar um ônibus em Goiânia.

O clima de tensão que se percebe entre a população pode aumentar. Prefeitura de Goiânia e Setransp (o sindicato das empresas de ônibus) não assumem publicamente, mas nos bastidores é dado como certo o aumento na passagem de ônibus. Atualmente, o bilhete custa R$ 2,70 e especula-se que o preço poderia ultrapassar a fronteira dos R$ 3,00.

O aumento seria anunciado logo depois do Carnaval e o prefeito Paulo Garcia (PT) e as auxiliares estão preocupados com a revolta que pode emergir nas ruas. A prefeitura de vê no foco do problema porque administra a CMTC (Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo), comandada por Patrícia Veras, e tem maioria das cadeiras no conselho que debate transporte coletivo na Capital.

Nos últimos anos, a prefeitura sempre foi considerada omissa e subserviente às empresas de ônibus. Tanto que em 2013, no auge dos protestos, foi necessário que Ministério Público e Procon entrassem na Justiça para ter acesso às planilhas de custo que, em tese, justificavam o aumento da passagem pelas empresas.

Paulo Garcia também é vidraça pelo Passe Livre Estudantil. Ele prometeu o benefício irrestrito e sem limite viagens, mas passados nove meses o programa não saiu do papel. Os estudantes cobram do prefeito nos protestos. Tanto na manifestação de ontem como na da semana passada houve princípio de correria e tumulto entre manifestantes e policiais.

Goiânia, que foi o berço das manifestações em 2013, pode novamente se ver no centro de debate da melhoria do transporte coletivo. O grupo Frente de Luta GO, que se organiza e se mobiliza pelo Facebook, convoca manifestações diariamente e divulga postagens agressivas contra autoridades e polícia. O clima de tensão está no ar e nas ruas.