Rebelião deixa três internos mortos na Funase

Internos da instituio socioeducativa do Cabo de Santo Agostinho tomaram trs agentes como refns e atearam fogo em colches. O conflito durou cerca de seis horas. Um dos mortos foi decapitado. Situao foi controlada pelo BPChoque.

Rebelião deixa três internos mortos na Funase
Rebelião deixa três internos mortos na Funase (Foto: Guga Matos/JC Imagem/AE)
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PE247 – Três reeducandos morreram carbonizados durante uma rebelião, nesta terça-feira (10), na Fundação de Atendimento Sócioeducativo (Funase) do município do Cabo de Santo Agostinho, Região Metropolitana do Recife. Um deles teve a cabeça decepada e arremessada para fora da instituição. Outros três adolescentes ficaram feridos. A revolta dos internos teve início por volta 17h30, quando alguns deles da ala 01 tomaram três agentes socioeducativos como reféns, e só foi encerrada por volta das 00h desta quarta-feira (11).

De acordo com informações de familiares dos internos que estavam no entorno do prédio da Funase durante a rebelião, a revolta foi motivada pela insatisfação dos reeducandos com a administração da unidade socioeducativa, que é comandada pela diretora Maria Suzete Lúcio. Os menores atearam fogos em colchões e destruíram parte da estrutura física da unidade. O Corpo de Bombeiros teve que ser acionado para contar as chamas.

Em meio ao conflito, Maria Suzete Lúcio entrou em negociação, através do rádio dos agentes feitos como reféns, com os internos pela soltura dos profissionais. Eles foram liberados pouco mais de duas horas depois.

O Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco foi acionado para conter a rebelião, juntamente com policiais do 18° Batalhão de PM, que organizaram uma barricada na Estrada de Pirapama, e homens da Companhia Independente de Policiamento com o apoio de Cães (CIPCães). Contudo, a ação policial só teve sucesso após quatro horas de investidas.

Conforme o presidente da Fundação, Alberto Vinícius do Nascimento, o conflito foi contornado, com a liberação dos três agentes socioeducativos, e o trabalho de momento dos profissionais que trabalham na instituição é acomodar os internos no local.

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