Recife resgata dirigíveis

Com o objetivo de resgatar uma importante passagem da histria recifense, a Prefeitura inicia a recuperao do nico exemplar no mundo de atracao dos dirigveis. O projeto faz parte das aes do Parque Cientfico e Cultural do Jiqui

Recife resgata dirigíveis
Recife resgata dirigíveis (Foto: Gisele Federicce)
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Leonardo Lucena _PE247 - Preservar e resgatar parte da história de um dos maiores celeiros culturais do Brasil, o Recife, é um dos objetivos da restauração da Torre de atracação de dirigíveis, iniciada em março. O equipamento recebeu dirigíveis que marcaram o tempo, como o Graf Zeppelin e o Hindenburg. Ambos sobrevoaram os céus de Pernambuco na década de 1930. A reforma faz parte das ações para implantação do Parque Científico e Cultural do Jiquiá, um projeto da Prefeitura do Recife (PCR), em parceria com os Governos do Estado e Federal.

A ordem de serviço para a recuperação foi desenvolvida pela Artesanal Arte e Restaurações Artesanais, em dia 16 de março. Em pouco mais de um mês de atividades, foi iniciada a restauração das quatro sapatas da Torre, bases fincadas no chão que servem para estabilizar a estrutura. Segundo o restaurador responsável pelas obras, Jobson Figueiredo, até o momento, foi cavado cerca de um metro de profundidade do entorno de cada sapata. “A restauração da Torre do Zeppelin seguirá os critérios do projeto arquitetônico original. Além disso, peças de aço inox estão sendo produzidas para substituir aquelas que precisam ser trocadas”, comentou Figueiredo.

A restauração da Torre é importante para que o recifense conheça bem o legado e relevância do Zeppelin, que era o meio de transporte mais evoluído. “Teve uma das suas bases de atracação no Recife, não só pela sua posição geográfica, mas pela atuação econômica e pela capacidade de receber esse tipo de equipamento”, afirmou o secretário de Ciência, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico, José Bertotti. Segundo ele, outros fatores como a construção do primeiro observatório astronômico do Hemisfério Sul, demonstra historicamente que o Recife é uma cidade com vocação tecnológica. “O Recife produz conteúdo, focando na inovação tecnológica e fazendo um elo com a cultura”, acrescentou.

A iniciativa de reformar a Torre também vai contemplar a recuperação de oito paióis, compartimentos onde se guardavam armas, munições e armamentos pesados, construídos no Estado durante a II Guerra Mundial. Foram localizados oito paióis (2, 9, 11, 12, 13, 14, 19 e 22) que serão restaurados.

Vale ressaltar que também há um curso de qualificação, que vai ocorrer entre maio e junho, para integrar 25 jovens no projeto, e pesquisas a fim de identificar com mais profundidade os valores e bens culturais da época.

História

A primeira Torre no Recife, montada em 1930, com 18m, atendia ao Zeppelin, dirigível com 236,6m de comprimento por 30,5m de altura. Esse tipo de meio de transporte foi criado pelo alemão Ferdinand Adolf Heirinch von Zeppelin (1839 -1917). O Graf Zeppelin foi lançado em 1928. Já o Hindenburg, em 1936, na época era o maior dirigível, com dimensões de 245m por 41,2m, porém, segundo relatos, sofreu um acidente em 1937 nos Estados Unidos, por conta de uma tempestade, já que este tipo de transporte possui bolsas de hidrogênio, um gás altamente inflamável. No entanto, a vantagem é que, por ser mais leve que o ar, o hidrogênio permite o veículo se deslocar sem consumir combustível.

 

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